quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Raisin Brahms


Brahms played by Tom Konkle in this PSA to encourage kids to get involved in doing arts, learning about artists and develop artistic skills. Directed by Marcus McCollum see www.baxtersmalls.com ...







quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008

A simbologia de um sapato por Lejeune Mirhan


. artigo originalmente publicado no www.vermelho.org.br

. leia o original nesta ligação: A simbologia de um sapato

. ou a seguir:


18 DE DEZEMBRO DE 2008 - 21h17

A simbologia de um sapato


por Lejeune Mirhan*


Todos viram. Vibraram. Na última segunda, dia 15 de dezembro, o jovem jornalista iraquiano, Muntader Al Zaide, arremessando seus dois sapatos em direção ao chefe do império americano, George W. Bush causou comoção no mundo todo. Indubitavelmente de forma positiva. As pessoas vibraram, sentiram-se representadas na pessoa desse combativo periodista árabe. Mas, os seus significados vão além do simples arremesso. Como veremos.

 

 

Al Zaide é jovem mesmo. Tem apenas 29 anos. Foi, ainda sob o governo de Saddam Hussein, presidente de uma entidade estudantil. Segundo a emissora Al Jazira, é membro do partido Comunista Iraquiano. Tem muitos irmãos e alguns deles mortos em combate na resistência contra a ocupação do Iraque por tropas estrangeiras desde 2003. Zaide é jornalista da emissora de TV Al Baghdadiya (cuja sede central fica no Cairo). Todas as reportagens da TV que ele faz na cidade de Bagdá ele conclui dizendo “da Bagdá ocupada”. A própria emissora que o emprega exigiu a sua imediata libertação, assim como o Sindicato dos Jornalistas do Iraque.

 

AL Zaide virou instantaneamente um herói nacional. E usou a sua arma mais potente tanto física como simbolicamente de que dispunha no momento: seus sapatos de sola de borracha pesados não teve dúvidas. Foi ficando cada vez mais irritado com a entrevista coletiva que Bush vinha dando, com suas mentiras habituais, ao lado do primeiro Ministro fantoche do Iraque, Nuri Al Maliki. Num determinado momento, decidiu arremessar em seguida, os seus dois sapatos contra Bush. A catatonia dos presentes e mesmo da segurança presidencial foi tamanha, que ele conseguiu inclusive tempo para atirar o segundo sapato.

 

A frase que ele proferiu, gravada ao vivo por todas as emissoras presentes foi: “É o seu beijo de despedida do povo iraquiano, seu cachorro. Isso é pelas viúvas, órfãos e pelos que foram mortos no Iraque”. E não precisava dizer mais nada. AL Zaide mostrava-se ao mundo como o vingador dos mais de 200 mil iraquiano mortos, representava o sentimento de uma nação destruída, desmontada, aviltada, vendida, entregue à sanha imperialista e com quase toda a sua infra-estrutura destruída e vendida ao setor privado (doadas na verdade).

 

Sua fama foi instantânea. Foi saudado no mundo inteiro. Passeatas saíram às ruas para exigir a sua imediata libertação. Circulou a informação de que um empresário saudita estaria oferecendo dez milhões de dólares por um dos sapatos que foram arremessados contra Bush. A foto de Al Zaide não saia de todas as TVs árabes e os jornais americanos publicaram o sapato “voador” passando rente à cabeça de Bush. Claro, os americanos procuraram minimizar o fato, dizendo que o mesmo não tinha importância alguma e que o jornalista não agiu em nome de nenhuma organização e não expressava a vontade do povo. Pura balela. Só se falava do ato de bravura praticado por um árabe contra o chefe do império mais odiado da história.

 

Os policiais que o prenderam, o espancaram brutalmente. Seu irmão, Maitham Al Zaide afirma que diversas de suas costelas foram quebradas e seu olho foi atingido por coronhadas de fuzil. Continua preso sem que nenhuma acusação lhe tenha sido feita e comunicado formalmente à justiça a sua detenção. Fala-se que poderia pegar de sete até quinze anos de cadeia por ter tentado agredir chefe de estado estrangeiro em visita ao Iraque.

 

Imediatamente uma rede de advogados formou-se para defendê-lo e exigir a sua libertação. A imprensa noticiou mais de cem advogados dispostos a prestar seus serviços gratuitamente para que ele possa ser libertado. O chefe da defesa de Saddam Hussein, Dr. Jalil Al Duleimi, será o provável defensor central de Al Zaide. Ainda continua sem nenhum contato tanto com seus familiares, como amigos e advogados, num claro desrespeito às tais normas mínimas de direitos humanos que os Estados Unidos tanto, e hipocritamente, pregam pelo mundo afora mas sem respeitá-las em lugar nenhum onde tem hegemonia.

 

 

A simbologia do sapato

 

 

Atirar um sapato em alguém, no mundo muçulmano é uma das maiores ofensas que se pode imaginar. É sabido que para adentrar a uma mesquita todos os seguires do Islã devem tirar seus sapatos na porta da Mesquita. Sapatos são os protetores dos pés contra as impurezas da terra. Boa parte das coisas ruins, várias doenças, adentram em nosso corpo pelos nossos pés. As solas dos sapatos retém grande parte dessas impurezas. Assim, a simbologia não poderia ser melhor. Uma imensa ofensa ao chefe do império. Além do que chamá-lo ainda por cima de “cachorro”, foi duplamente ofensivo.

 

Esse contexto é toda a simbologia que se poderia ter, de um final mais do que melancólico e dramático do governo mais impopular da história dos Estados Unidos. Que deixa o maior rombo de caixa na maior economia do planeta. Que deixa de legado para todo o planeta o modelo neoliberal, que foi devidamente enterrado com a maior crise da história financeira do mundo. O presidente mais odiado do mundo, que encerra seu mandato em mais 30 dias apenas, mas que ninguém agüenta mais e não se vê a hora de que tudo esteja terminado e que o novo governo tome logo posse, antes que todo o sistema se derreta.

 

Ainda com toda essa impopularidade, com toda a crise econômica, Bush insiste em manter as tropas de ocupação no Iraque até 2011! A um custo mensal de 10 bilhões de dólares, o maios de todas as guerras feitas pelos americanos desde o final do século 19. Pode-se caracterizar essa simbologia do sapato atirado na cara do presidente americano como o retrato fiel do fim de uma era. Uma era de tristezas, de crises, de dominação e truculência, de financeirização do capital. Uma era de ocaso, de fim do unilateralismo, de fim de humilhações a que os EUA impuseram ao mundo todo, em especial aos árabes.

 

A simbologia não poderia ser melhor. Mais do que vaias ao final do seu impopular mandato, Bush sai sob sapatadas de um jovem combativo comunista e jornalista iraquiano de consciência elevada. Naquela sapatada desferida contra o chefe do império, Al Zaide representava o mundo inteiro. Representava todos os que lutam contra as injustiças, contra as ocupações, contra os ataques covardes que o exército americano praticou e continua praticando contra o povo do Iraque. Se em 2003 a simbologia era contra Saddam – quem não se lembra da derrubada da sua estátua na praça central de Bagdá e as várias chineladas e sapatadas desferidas contra a sua imagem – agora ela se volta contra aquele que se arvorou em ter derrubado um ditador. Mas pagará para toda a posteridade de sua vida, os imensos erros que a sua gestão deixou para o mundo. O povo árabe que o diga. Podemos nos sentir, como disse Gilles Lapouge (Estadão de 16/1/8), de “alma lavada, aliviados”. Não é qualquer dia que se presencia dois sapatos sendo atirados contra o presidente dos Estados Unidos.

 

Certo mesmo está Lapouge com sua conclusão de que vencedor da guerra, Bush, se iguala ao vencido Saddam e o dito “vencedor” é agora vencido por uma sapatada de número 42 partindo de um iraquiano, de um árabe. Pode haver maior simbologia do que isso?


 

 *Lejeune Mirhan, Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Escritor, Arabista e Professor Membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa, Membro da International Sociological





O jornalista e o episódio do arremesso



. o vídeo








sábado, 13 de dezembro de 2008

socorro ! pra quem ?


. tenho me espantado com algumas

. atitudes tomadas por psudo-administradores

. que deveriam administrar mas apenas enrolam

. me refiro a administradores públicos

. ou políticos de executivo mundo a fora

. presidente, governadores, prefeitos

. mais os executivos nomeados por eles

. presidente de BCs, ministros

. e também empresários e CEOs

. sobretudo de grandes empresas

. algumas medidas desses caras chocam o

. mais cínico dos terráqueos

. deixam sofistas de cabelo em pé

. incluindo os sofistas carecas

. o que me levou a escrever estas linhas foi uma

. notícia que vem dos cínico-sofistas canadenses

. olha só


. não seria mais adequado o Canadá

. país bem organizado, justo, limpo

. de população educada, 1º mundo, evoluídos

. oferecerem metade disso

. para socorrer as pessoas que passam FOME

. no mundo ?

. incluíndo os estadunidenses que passam fome também ?

. pois deixem essas montadoras quebrarem

. se até hoje não tiveram a capacidade

. de manter uma boa gestão

. pois não falo de empresas recém abertas

. me refiro a montadoras estadunidenses

. tal como a GM ou a Ford

. esta com mais de 100 anos de existência (1903) !

. ora, deixem as montadoras quebrarem

. andaremos à pé, mas sem fome


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

El ambicioso plan de Lula contra el cambio climático


. o que falam lá daqui

. notícia sobre o Brasil no El País, jornal espanhol

. escrito em espanhol, é claro



El ambicioso plan de Lula contra el cambio climático


JUAN ARIAS 04/12/2008


Brasil, que pretende ser un interlocutor de prestigio y de peso en los foros internacionales, cuenta por primera vez con un ambicioso Plan de Cambio Climático, considerado por los analistas mucho más avanzado que el Protocolo de Kioto. Es la primera vez que el Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva ha decidido, con la movilización de 18 ministerios, elaborar un proyecto de defensa del medio ambiente para disminuir drásticamente la emisión de CO2, principal gas causante del efecto invernadero.

El Plan de Cambio Climático, firmado el lunes pasado por Lula y presentado a la conferencia de la ONU que sobre el tema se celebra estos días en Poznan (Polonia), ha sido bien acogido incluso por los ecologistas más críticos, aunque algunos consultados por este diario han sido prudentes, al recordar que Brasil se distingue por contar con leyes muy avanzadas que después acaban en agua de borrajas.

El Plan de Cambio Climático se ha hecho público justamente cuando se ha conocido que la destrucción de la Amazonia aumentó un 3,8% entre agosto de 2007 y julio de 2008, con un total de 11.968 kilómetros cuadrados de selva devastados, después de tres años de reducción de la deforestación.

Como es sabido, Brasil, con 20.000 incendios de selva amazónica por año, es uno de los países que más CO2 lanzan a la atmósfera. Es exactamente el cuarto país que más dióxido de carbono produce en el mundo. La Amazonia es responsable del 75% de los gases emitidos en todo el país. Según el ministro de Medio Ambiente, Carlos Minc, el protocolo firmado por Lula es como "cuatro Kiotos" juntos. El Plan de Cambio Climático abarca tres campos bien definidos: la lucha contra la destrucción de la Amazonia; el ahorro de energía y la alternativa al petróleo en los transportes. En este último campo se trata de aumentar un 10% el consumo de etanol en un año y evitar hasta 2017 la emisión de 500 millones de toneladas de CO2.

En lo referente a la deforestación de la Amazonia, el plan pretende reducirla entre el 20% y el 40%, evitando así la emisión de 4.000 millones de toneladas de dióxido de carbono y llegar a la meta de cero área destruida en 2015, plantando millones de árboles, tantos como se destruyen, en lugares hoy destinados a la ganadería y a la agricultura. Los productores que dejen de deforestar la selva permitiendo que pueda ser renovada serán indemnizados por el Gobierno.

También será abordado en el plan el asunto de la energía eléctrica, que pretende acabar con el desperdicio de un millón de megavatios anuales y reducir la emisión de CO2 en 120.000 toneladas a partir de 2009 y en 30 millones de toneladas hasta 2030. Se evitará la emisión de un millón de toneladas de CO2 mediante el cambio de un millón de calentadores eléctricos por otros que funcionan con energía solar.

Según el ministro Minc, Brasil, el país que cuenta con más agua dulce del planeta, con el mejor etanol, estaba hasta ahora en una posición defensiva y conservadora, mientras que, a partir de este Plan de Cambio Climático, todo eso va a cambiar. Lula ha pedido al ministro Minc que reúna a los 32 alcaldes de los municipios que más destruyen la Amazonia y a los gobernadores de los Estados involucrados para definir acciones conjuntas. Una de las iniciativas a discutir con ellos es la de estimular la conservación de la Amazonia con grandes incentivos del Gobierno para quienes se comprometan a dejar de destruirla.

En la redacción del plan han participado 18 ministerios —la mitad del Gobierno— incluso Hacienda y Asuntos Exteriores. Dichos ministerios seguirán ahora actuando para su realización. La secretaria de Cambio Climático, Suzana Kahn, recordó el lunes que el plan brasileño contra la contaminación ambiental va a realizar lo que nunca se había hecho en este país y que supera todas las expectativas. Según Kahn, entre los países en desarrollo sólo China e India cuentan con un plan semejante, pero el de Brasil, según ella, es el más concreto y consolidado.

Mientras tanto, el Gobierno se conforma con que la selva amazónica se destruya menos cada año. El fin de esta sangría, que ha acabado ya con el 20% de la mayor selva del mundo, es, por ahora, sólo un sueño.