terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Umberto Eco : Piratas vingadores e espiões em diligência



02 dezembro 2010 LIBÉRATION PARIS

Para o célebre romancista e intelectual Umberto Eco, o caso WikiLeaks faz ressaltar a hipocrisia que rege as relações entre os Estados, os cidadãos e a Comunicação Social e prefigura um regresso a métodos arcaicos de comunicação.

O caso WikiLeaks tem uma dupla leitura. Por um lado, revela-se um escândalo aparente, um escândalo que só escandaliza por causa da hipocrisia que rege as relações entre os Estados, os cidadãos e a Comunicação Social. Por outro, anuncia profundas alterações a nível internacional e prefigura um futuro dominado pela recessão.

Mas vamos por partes. O primeiro aspeto revelado pelo WikiLeaks é a confirmação do facto de cada processo constituído por um serviço secreto (de qualquer nação) ser composto exclusivamente por recortes de imprensa. As “extraordinárias” revelações norte-americanas sobre os hábitos sexuais de Berlusconi apenas relatam o que há meses se anda a ler em qualquer jornal (exceto naqueles de que Berlusconi é proprietário), e o perfil sinistramente caricatural de Kadhafi era já há muito tempo matéria para piadas dos artistas de cabaré.
A regra segundo a qual os processos secretos não devem ser compostos senão por notícias já conhecidas é essencial à dinâmica dos serviços secretos, e não apenas neste século. Se for a uma livraria consagrada a publicações esotéricas, verá que cada obra (sobre o Graal, o mistério de Rennes-le-Château, os Templários ou os Rosa-Cruz) repete exatamente o que já tinha sido escrito nas obras precedentes. E isso não apenas porque o autor de textos ocultos não gosta de fazer investigações inéditas (nem sabe onde procurar notícias sobre o inexistente), mas porque os que se dedicam ao ocultismo só acreditam naquilo que já sabem e que confirma o que já tinham aprendido.

É o mecanismo do sucesso de Dan Brown. E vale para os ficheiros secretos. O informador é preguiçoso, e preguiçoso (ou de espírito limitado) é o chefe dos serviços secretos (caso contrário, podia ser, quem sabe, editor do Libération), que não reconhece como verdade a não ser aquilo que reconhece. As informações ultrassecretas sobre Berlusconi, que a embaixada norte-americana em Roma enviava ao Departamento de Estado, eram as mesmas que a Newsweek publicava na semana anterior.

Então porquê tanto barulho em torno das revelações destes processos? Por um lado, dizem o que qualquer pessoa informada já sabe, nomeadamente que as embaixadas, pelo menos desde o final da Segunda Guerra Mundial e desde que os chefes de Estado podem telefonar uns aos outros ou tomar um avião para se encontrarem para jantar, perderam a sua função diplomática e, à exceção de alguns pequenos exercícios de representação, transformaram-se em centros de espionagem. Qualquer espetador de filmes de investigação sabe isso perfeitamente e só por hipocrisia finge ignorar.

No entanto, o facto de ser exposto publicamente viola o dever de hipocrisia e serve para estragar a imagem da diplomacia norte-americana. Em segundo lugar, a ideia de que qualquer pirata informático possa captar os segredos mais secretos do país mais poderoso do mundo desfere um golpe não negligenciável no prestígio do Departamento de Estado. Assim, o escândalo põe tanto em cheque as vítimas como os “algozes”.

Mas vejamos a natureza profunda do que aconteceu. Outrora, no tempo de Orwell, podia-se conceber todo o poder como um Big Brother, que controlava cada gesto dos seus súbditos. A profecia orwelliana confirmou-se plenamente desde que, controlado cada movimento por telefone, cada transação efetuada, hotéis utilizados, autoestradas percorridas e assim por diante, o cidadão se foi tornando na vítima integral do olho do poder. Mas quando se demonstra, como acontece agora, que mesmo as criptas dos segredos do poder não escapam ao controlo de um pirata informático, a relação de controlo deixa de ser unidirecional e torna-se circular. O poder controla cada cidadão, mas cada cidadão, ou pelo menos um pirata informático – qual vingador do cidadão –, pode aceder a todos os segredos do poder.

Como se aguenta um poder que deixou de ter a possibilidade de conservar os seus próprios segredos? É verdade, já o dizia Georg Simmel, que um verdadeiro segredo é um segredo vazio (e um segredo vazio nunca poderá ser revelado); é igualmente verdade que saber tudo sobre o caráter de Berlusconi ou de Merkel é realmente um segredo vazio de segredo, porque releva do domínio público; mas revelar, como fez o WikiLeaks, que os segredos de Hillary Clinton são segredos vazios significa retirar-lhe qualquer poder. O WikiLeaks não fez mossa nenhuma a Sarkozy ou a Merkel, mas fez uma enorme a Clinton e Obama.

Quais serão as consequências desta ferida infligida num poder muito poderoso? É evidente que, no futuro, os Estados não poderão ligar à Internet nenhuma informação confidencial – é o mesmo que publicá-la num cartaz colado na esquina da rua. Mas é também evidente que, com as tecnologias atuais, é vão esperar poder manter conversas confidenciais por telefone. Nada mais fácil do que descobrir se e quando um Chefe de Estado se desloca de avião ou contactou um dos seus colegas. Como poderão ser mantidas, no futuro, relações privadas e reservadas?

Sei perfeitamente que, para já, a minha visão é um pouco de ficção científica e, por conseguinte, romanesca, mas vejo-me obrigado a imaginar agentes do governo a deslocar-se discretamente em diligências de itinerários incontroláveis, portadores de mensagens que têm de ser decoradas ou, no máximo, escondendo as raras informações escritas no tacão de um sapato. As informações serão conservadas em cópia única, em gavetas fechadas à chave: afinal, a tentativa de espionagem do Watergate teve menos êxito do que o WikiLeaks.

Já tive ocasião de escrever que a tecnologia avança agora a passo de caranguejo, ou seja às arrecuas. Um século depois de o telégrafo sem fios ter revolucionado as comunicações, a Internet restabeleceu um telégrafo com fios (telefónicos). As cassetes de vídeo (analógicas) permitiram aos investigadores de cinema explorar um filme passo-a-passo, andando para trás e para diante, a descobrir todos os segredos da montagem; agora, os CD (digitais) permitem apenas saltar de capítulo em capítulo, ou seja por macro porções. Com os comboios de alta velocidade, vai-se de Roma a Milão em três horas, enquanto, de avião, com as deslocações que implica, é necessário três horas e meia. Não é, pois, descabido que a política e as técnicas de comunicação voltem aos carros puxados a cavalo.

Uma última observação. Dantes, a imprensa tentava compreender o que se tramava no segredo das embaixadas. Atualmente, são as embaixadas que pedem informações confidenciais à imprensa.



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Site Wikileaks demonstra vontade dos EUA de bisbilhotar


De São Paulo

A confidencialidade é essencial nas relações interpessoais. Os temas tratados em particular, ainda que os interlocutores sejam pessoas públicas, exigem resguardo e mútuo respeito.

Revelar, ainda que a órgãos de Estado, conversa particular, sem autorização dos emitentes das opiniões, fere os mínimos princípios éticos da boa convivência.

Um diplomata deve informar seu país a respeito de temas relevantes, mas não pode se ater a pequenas fofocas próprias de um bar em pleno sábado pela madrugada.

A revelação dos informes recebidos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, de todas as partes do mundo, demonstra uma inusitada vontade de praticar bisbilhotice.

Pouco importa saber sobre os traços psicológicos de um governante. É necessário saber suas intenções sobre o futuro das relações entre dois Estados independentes, um deles os Estados Unidos, no caso.

Estas divagações surgem com a leitura das informações reveladas pelo blog Wikileaks. Mais de duzentas e cinqüenta mil registros formulados pela diplomacia americana foram desvendados.

O episódio possui inúmeras facetas. Leva a desconfiança a qualquer contato com autoridade dos Estados Unidos. A boa e sadia relação entre estados nacionais se rompe. Não há espaço para confiança, tão salutar nas relações humanas, quando a bisbilhotice está presente.

Poderá parecer ingênua esta afirmação, principalmente quando se conhece traços da história da diplomacia. Esta sempre foi envolvida por espiões - mulheres e homens - que buscavam saber as entranhas dos países.

Normal no decorrer dos séculos XIX e parte do século XX. Faltam comunicações e regimes autoritários - como o nazismo e o comunismo - impediam a livre circulação de notícias.

Hoje, com a liberdade dos meios de comunicação existente nos principais países torna-se desnecessária a bisbilhotice. Tudo se sabe e tudo é escancarado. Basta assinar jornais espalhados por toda a parte.

O episódio gerado pelo jornalista australiano Julian Assange, que contou, em sua elaboração, com a contribuição do soldado Bradley Maning, revela a fragilidade dos sistemas de informação dos Estados Unidos.

É frágil a estrutura de poder dos americanos. Nela qualquer pessoa pode penetrar e ingressar nos assuntos de Estado. Sabe-se agora com nitidez como são vistos os governantes estrangeiros pelo sistema norte-americano.

O australiano Assange produziu um estrago irremediável - a curto prazo - na diplomacia dos Estados Unidos. Receber um diplomata americano, a partir de agora, será exercício de obsequioso silêncio.

A par desta constatação, recolhe-se no acontecimento outra conseqüência. A força e o imediatismo da internet. Este instrumento não permite qualquer cerceamento na divulgação das notícias.

A notícia elaborada lança-se imediatamente por toda a parte. Não há bloqueios possíveis antes da divulgação da notícia, ainda porque a elaboração e emissão cabem - muitas vezes - a uma só pessoa.

A internet veio para ficar. Ela não substituirá a média impressa por inteiro, mas certamente a cada dia terá maior presença na sociedade. Esta conclusão é fácil de ser constada.

Uma matéria na internet produz centenas ou milhares de referências dos internautas. Apareceu na internet verifica-se imediata repercussão. Enquanto isto, nos jornais clássicos as cartas dos leitores contam-se às dezenas, na melhor das hipóteses.

Isto quer dizer que a internet é um instrumento democrático eficiente e único? É verdade. Mas, como nada é perfeito, a internet conta com um anonimato que fragiliza os posicionamentos.

O internauta pode se manter anônima. Este fato leva a posicionamentos agressivos e, por vezes, ofensivos. O pensamento - para ser legítimo - precisa contar com autoria expressa.


comentário

A Roupa Nova do Rei, ou melhor, The Emperor's New Clothes

É uma ingenuidade sem tamanho achar que a diplomacia estadunidense respeita os "bons costumes" da diplomacia internacional informando seu país APENAS a respeito de temas relevantes.

Que os EUA bisbilhotam os outros sempre se soube. Ou alguém aí acha que a internet, seus emails, perfis em Facebook, Orkut e similares são sigilosos ? Você que usa gmail, yahoo mail, hotmail ou qualquer outro pense : qual é o mais seguro e sigiloso ?

Não perca seu tempo achando que suas opiniões são anônimas e seguras. O pentágono e o Departamento de Estado dos EUA possuem máquinas que vasculham a internet comandadas por algoritmos. Mas não se iluda, outros países também o fazem. Não vamos novamente bancar os ingênuos e achar que a China, a Inglaterra, a Rússia ficam parados feito poste.

Este episódio do Wikileaks será de grande validade para a humanidade se ajudar a diminuir essa monumental hipocrisia das relações entre países que não mudou muito dos últimos 5.000 anos; ou seja, uns querendo dominar/controlar, outros. Foi assim no Império Romano - que não tinha internet - e é assim hoje.

Até parece que todos são amigos. Não, ninguém é amigo de ninguém. Não existem relações sadias entre países. Existem relações doentes, relações de domínio, relações de império.

E essa história de que somos todos iguais é pura ilusão. Como 2 países podem ser iguais se um tem 10.000 ogivas nucleares e o outro não tem nenhuma ?

O Wikileaks presta um grande serviço ao colocar às claras a hipocrisia, não apenas a dos EUA nas suas relações imperiais que todos já conhecemos, mas a dos outros países que fingiam não ver para parecerem inteligentes tal como no conto de Hans Christian Andersen.

Julian Assange é o menino que grita : O Rei está nú !


+ info :

. . O Rei Nu : Rubem Alves

. . . A Roupa Nova do Rei : Wikipedia em português

. . The Emperor's New clothes : Wikipedia em inglês


sábado, 20 de novembro de 2010

Bienvenido a La Brújula Política

. descubra se você é de

. . direita ou esquerda

. . . anarquista ou autoritário

. . . . neste divertido jogo

. . . na deliciosa língua espanhola

. . vá ao sítio Brújula Política

. e inicie o teste

eu estou aqui neste ponto vermelho, acompanhado do Mandela, do Gandhi e do Dalai Lama

::: nada mal …




segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Brasil multicolor

. a velha midia brasileira mostrou um

. . mapa em 2 cores para indicar

. . . onde cada candidato tinha ganhado

. . . . isso leva a uma interpretação equivocada

. . . . . de que o Brasil ficou dividido depois da eleições

. . . . . . o que interessa obviamente a alguns setores

. . . . . . . mas esse mapa de 2 cores mostra apenas o sim e o não

. . . . . . . . ou estão comigo, ou são do mal (quem tem medo do lobo mau?)

. . . . . . . . . mas podemosinterpretar as coisas de outra forma

. . . . . . . . . . alguns estados a vitória foi por grade diferença

. . . . . . . . . 80% a 20%, por exemplo

. . . . . . . . em outros foi muito próxima

. . . . . . . 51% a 49%

. . . . . . e aí as cores são outras

. . . . . o design e ilustrador Bruno Barros, visite o sítio dele

. . . . fez este outro mapa com as nuances de cores

. . . correspondendo às nuances nas proporções de votação

. . assim não há 2 Brasis como querem alguns

. e um único Brasil cada vez mais forte




clique para ampliar


domingo, 14 de novembro de 2010

PSIU ?

. porque o PSIU da prefeitura de São Paulo não funciona

. . do site da prefeitura


PSIU no combate à poluição sonora

O Programa de Silêncio Urbano (PSIU) da Prefeitura de São Paulo, ao combater a poluição sonora na cidade de São Paulo, tem a missão de tornar mais pacífica a convivência entre esses locais e os moradores da vizinhança. Mas não é em todos os casos que o órgão pode atuar. De acordo com a legislação, o PSIU está autorizado a fiscalizar apenas locais confinados, como bares, boates, restaurantes, salões de festas, templos religiosos, indústrias e até mesmo obras. Porém, a lei não permite que vistorie festas em casas, apartamentos e condomínios, por exemplo.
O órgão trabalha com base em duas leis: a da 1 hora e a do ruído. A primeira determina que, para funcionarem após à 1 hora da manhã, os bares e restaurantes devem ter isolamento acústico, estacionamento e segurança. Antes desse horário, a Lei do Ruído controla a quantidade de decibéis emitidos pelos estabelecimentos, a qualquer hora do dia ou da noite.

Como funcionam as vistorias

Na primeira vez em que o local é alvo de denúncia, o responsável pelo estabelecimento é comunicado sobre o incômodo que vem causando e orientado a solucionar os problemas. Se o problema persistir, a equipe de fiscalização é acionada, vai ao local e faz a vistoria.
Ao contrário do que pode se supor, não é possível fazer as vistorias no momento em que as denúncias são feitas. Isso porque elas são montadas com antecedência, pois podem precisar da participação de outros órgãos, como as Polícias Militar e Civil, Guarda Civil Metropolitana, Contru, Vigilância Sanitária e CET. Além disso, a programação é montada para que em um dia sejam feitas várias visitas em uma mesma região.
Não é raro, porém, que o som dos carros nas ruas e de pedestres conversando seja mais alto do que o emitido pelo estabelecimento vistoriado. Estas interferências são chamadas de “ruído de fundo”. Quando isso acontece, pode ser necessário fazer uma nova vistoria, em outro dia.
Outro fato que acontece com alguma freqüência é uma medição apontar que o estabelecimento vistoriado está com o ruído abaixo do permitido, mas o denunciante continuar reclamando do ruído. Neste caso, o som pode estar vazando por alguma porta ou janela lateral ou de fundo. Para resolver problemas assim, o PSIU entra em contato com o denunciante e pede autorização para realizar a medição da casa do denunciante.

Zoneamento define limites

Os limites de ruído são definidos pela Lei de Zoneamento. Nas zonas residenciais, é de 50 decibéis, entre 7 e 22 horas. Das 22 às 7 horas, cai para 45 decibéis. Nas zonas mistas, das 7 às 22 horas fica entre 55 e 65 decibéis (dependendo da região). Das 22 às 7 horas, varia entre 45 e 55 decibéis. Nas zonas industriais, entre 7 e 22 horas fica entre 65 e 70 decibéis; Das 22 às 7 horas, entre 55 e 60.
O estabelecimento que descumpre a Lei da 1 hora está sujeito à multa de R$ 28.899,00 mil. Se desobedecer novamente a lei, é lacrado na hora. Já para a desobediência à Lei do Ruído, a primeira multa pode variar de 300, 150, 100 a 50 UFMs.
Os números mostram o quanto tem sido intenso o trabalho do PSIU. De 2005 até o início do ano de 2010, foram realizados 143.335 atendimentos, aplicadas 1.956 multas por desrespeito à Lei da 1 hora e outras 1.046 por excesso de ruído. Além disso, 495 locais foram fechados.

Como denunciar

As denúncias podem ser feitas pelo telefone 156, pelo SAC ou nas subprefeituras. Para que a ação tenha mais eficiência, é importante que a pessoa informe o endereço completo do estabelecimento que esta provocando incômodo, o horário de maior incidência de barulho e o tipo de atividade que ele exerce. O denunciante também deve identificar-se com nome completo, endereço e telefone. Os dados pessoais são guardados sob sigilo e não são divulgados.
ORIGEM DO BARULHO – 2009
Poluição sonora – 53%
Fechamento de bar após 1h – 19%
Obras – 9%
Igrejas – 11%
Diversos – 8%

Ranking subs que mais recebem reclamações – jan de 2009 a jan de 2010
1. Sé – 3721
2. Pinheiros - 3129
3. Vila Mariana - 1777
4. Mooca - 1681
5. lapa – 1638

Números – fiscalização geral 2005 – Fev/2010
Ano20052006200720082009
Acumulado Jan/Mai2010
Reclamações Recebidas30.49532.27237.11442.07533.67313.442
Atendimentos Realizados14.38823.35128.76433.88435.51113.453
Notificação p/ Bares aberto após 1h - Lei 12.87997573921(*)00 0
Comunicados 11.88914.1165.716
Multa e Lacração para bares abertos após1h - Lei 12.879158127412254885266
Multas de Ruído2137422122427076
Fechamento Administrativo / Policial66881094813885
Multas Aplicadas (aprox)R$ 8,2 milhõesR$ 7,8 milhõesR$ 15,5 milhõesR$ 12 milhõesR$ 28 milhãoR$ 9,2 milhão


* A partir de 20/06/07 adotada a medida administrativa de não mais notificar, apenas comunicar via correio – com o mesmo efeito da notificação (Portaria nº 025/SMSP/SEC/2007)