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pensamentos sobre liberdade de pensamento
El ambicioso plan de Lula contra el cambio climático
JUAN ARIAS 04/12/2008
Brasil, que pretende ser un interlocutor de prestigio y de peso en los foros internacionales, cuenta por primera vez con un ambicioso Plan de Cambio Climático, considerado por los analistas mucho más avanzado que el Protocolo de Kioto. Es la primera vez que el Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva ha decidido, con la movilización de 18 ministerios, elaborar un proyecto de defensa del medio ambiente para disminuir drásticamente la emisión de CO2, principal gas causante del efecto invernadero.
El Plan de Cambio Climático, firmado el lunes pasado por Lula y presentado a la conferencia de la ONU que sobre el tema se celebra estos días en Poznan (Polonia), ha sido bien acogido incluso por los ecologistas más críticos, aunque algunos consultados por este diario han sido prudentes, al recordar que Brasil se distingue por contar con leyes muy avanzadas que después acaban en agua de borrajas.
El Plan de Cambio Climático se ha hecho público justamente cuando se ha conocido que la destrucción de la Amazonia aumentó un 3,8% entre agosto de 2007 y julio de 2008, con un total de 11.968 kilómetros cuadrados de selva devastados, después de tres años de reducción de la deforestación.
Como es sabido, Brasil, con 20.000 incendios de selva amazónica por año, es uno de los países que más CO2 lanzan a la atmósfera. Es exactamente el cuarto país que más dióxido de carbono produce en el mundo. La Amazonia es responsable del 75% de los gases emitidos en todo el país. Según el ministro de Medio Ambiente, Carlos Minc, el protocolo firmado por Lula es como "cuatro Kiotos" juntos. El Plan de Cambio Climático abarca tres campos bien definidos: la lucha contra la destrucción de la Amazonia; el ahorro de energía y la alternativa al petróleo en los transportes. En este último campo se trata de aumentar un 10% el consumo de etanol en un año y evitar hasta 2017 la emisión de 500 millones de toneladas de CO2.
En lo referente a la deforestación de la Amazonia, el plan pretende reducirla entre el 20% y el 40%, evitando así la emisión de 4.000 millones de toneladas de dióxido de carbono y llegar a la meta de cero área destruida en 2015, plantando millones de árboles, tantos como se destruyen, en lugares hoy destinados a la ganadería y a la agricultura. Los productores que dejen de deforestar la selva permitiendo que pueda ser renovada serán indemnizados por el Gobierno.
También será abordado en el plan el asunto de la energía eléctrica, que pretende acabar con el desperdicio de un millón de megavatios anuales y reducir la emisión de CO2 en 120.000 toneladas a partir de 2009 y en 30 millones de toneladas hasta 2030. Se evitará la emisión de un millón de toneladas de CO2 mediante el cambio de un millón de calentadores eléctricos por otros que funcionan con energía solar.
Según el ministro Minc, Brasil, el país que cuenta con más agua dulce del planeta, con el mejor etanol, estaba hasta ahora en una posición defensiva y conservadora, mientras que, a partir de este Plan de Cambio Climático, todo eso va a cambiar. Lula ha pedido al ministro Minc que reúna a los 32 alcaldes de los municipios que más destruyen la Amazonia y a los gobernadores de los Estados involucrados para definir acciones conjuntas. Una de las iniciativas a discutir con ellos es la de estimular la conservación de la Amazonia con grandes incentivos del Gobierno para quienes se comprometan a dejar de destruirla.
En la redacción del plan han participado 18 ministerios —la mitad del Gobierno— incluso Hacienda y Asuntos Exteriores. Dichos ministerios seguirán ahora actuando para su realización. La secretaria de Cambio Climático, Suzana Kahn, recordó el lunes que el plan brasileño contra la contaminación ambiental va a realizar lo que nunca se había hecho en este país y que supera todas las expectativas. Según Kahn, entre los países en desarrollo sólo China e India cuentan con un plan semejante, pero el de Brasil, según ella, es el más concreto y consolidado.
Mientras tanto, el Gobierno se conforma con que la selva amazónica se destruya menos cada año. El fin de esta sangría, que ha acabado ya con el 20% de la mayor selva del mundo, es, por ahora, sólo un sueño.
| 14.11.08 - MUNDO |
Existe ameaça de crise do petróleo; governantes e empresários parecem em pânico frente à possibilidade de não poder alimentar 800 milhões de veículos automotores que rodam sobre a face da Terra.
No último ano, devido ao aumento do preço dos alimentos, o número de famintos crônicos subiu de 840 milhões para 950 milhões, segundo a FAO; mas quem se preocupa em alimentar miseráveis?
Meu nome deriva do grego krísis, discernir, escolher, distinguir - enfim, ter olhos críticos. Trago também familiaridade com o verbo acrisolar, purificar. Ao contrário do que supõe o senso comum, não sou, em si, negativa. Faço parte da evolução da natureza.
Todos nós, leitores, passamos pela crise da puberdade. Doeu ver-nos expulsos do reino da fantasia, a infância, para abraçar o da realidade! Nem todos, entretanto, fazem essa travessia sem riscos. Há adolescentes de tal modo submersos na fantasia que, frente aos indícios da idade adulta, que consiste em encarar a realidade, preferem se refugiar nas drogas. E há adultos que, desprovidos do senso de ridículo, vivem em crise de adolescência...
Resulto da contradição inerente aos seres humanos. Não há quem não traga em si o seu oposto. Quantas vezes, no trânsito, o mais amável cidadão arremessa o carro sobre a faixa de pedestres; a gentil donzela enfia a mão na buzina; o aplicado estudante acelera além da conveniência! Não é fácil conciliar o modo de pensar com o modo de agir.
Estou muito presente nas relações conjugais desprovidas de valores arraigados. Sobretudo quando a nudez de corpos não traduz a de espíritos e o não-dito prevalece sobre o dito. Felizmente muitos casais conseguem me superar através do diálogo, da terapia, da descoberta de que o amor é um exercício cotidiano de doação recíproca. O príncipe e a fada encantados habitam o ilusório castelo da imaginação.
Agora, assusto o cassino global da especulação financeira. Acreditou-se que o capitalismo fosse inabalável, sobretudo em sua versão neoliberal religiosamente apoiada em dogmas de fé: o livre mercado, a mão invisível, a capacidade de auto-regulação, a privatização do patrimônio público etc.
Dezenove anos após fazer estremecer o socialismo europeu, eis-me a gerar inquietação ao mercado. A lógica do bem-estar não lida com o imprevisto, o fracasso, o inusitado, essas coisas que decorrem de minha presença. Os governantes se apressam em tentar acalmar os ânimos como a tripulação do Titanic, enquanto a água inundava a quilha, ordenou à orquestra prosseguir a música...
Tenho duas faces. Uma, traz às minhas vítimas desespero, medo, inquietação. Atinge aquelas pessoas que não acreditavam em minha existência ou me encaravam como se eu fosse uma bruxa - figura mitológica do passado que já não representa nenhuma ameaça.
Minha outra face, a positiva, é a que a águia conhece aos 40 anos: as penas estão velhas, as garras desgastadas, o bico trincado. Então ela se isola durante 150 dias e arranca as penas, as garras, e quebra o bico. Espera, pacientemente, a renovação. Em seguida, voa saudável rumo a mais 30 anos de vida.
Sou presença frequente na experiência da fé. Muitos, ao passar de uma fé infantil à adulta, confundem o desmoronar da primeira com a inexistência da segunda; tornam-se ateus, indiferentes ou agnósticos. Não fazem a passagem do Deus "lá em cima" para o Deus "aqui dentro" do coração. Associam fé à culpa e não ao amor.
Acredito que este abalo na especulação financeira trará novos paradigmas à humanidade: menos consumismo e mais modéstia no padrão de vida; menos competição e mais solidariedade entre pessoas e empreendimentos; menos obsessão por dinheiro e mais por qualidade de vida.
Todas as vezes que irrompo na história ou na vida das pessoas, trago um recado: é hora de começar de novo. Quem puder entender, entenda.
[Autor de "Cartas da Prisão" (Agir), entre outros livros].
A evidência do aquecimento global causado pela emissão de dióxido de carbono e outros gases poluentes foi encontrada em todos os continentes. A exceção, até agora, era a Antártida, que contém 90% dos gelos do planeta e 70% da água doce.
O continente antártico, 1,4 vez maior do que o dos Estados Unidos, tem apenas 20 estações de coletam informações climáticas. Por esta e outras razões, sabe-se pouco sobre ele. Os cientistas observam que estão esquentando as zonas menos frias, como a região ocidental e a Península Antártica, cujo extremo norte se aproxima da América do Sul e é lar de milhões de focas, pingüins e uma grande variedade de outras aves. Mas a gélida porção oriental, com uma cobertura de gelo de 2.226 metros de espessura, não experimentou mudanças significativas de temperatura nos últimos 50 anos, e inclusive mostrou evidências de esfriamento. Por isso, foi impossível tirar conclusões sobre o efeito dos gases que provocam o efeito estufa.
A Quarta Avaliação do Grupo Inter-governamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) concluiu que a Antártida era o único continente onde as mudanças de temperatura antropogênicas não foram detectadas, possivelmente por dados e observações insuficientes. O trabalho de Gillett “prova de maneira convincente o que sugeriam estudos anteriores, que os humanos contribuem para aquecer tanto a região ártica quanto a antártica”, disse o cientista Andrew Monaghan, do Centro Nacional dos Estados Unidos para a Pesquisa Atmosférica, e colega próximo da equipe pesquisadora. O grupo de Gillett utilizou informação coletada entre 1990 e 2000 nas 20 estações instaladas na Antártida, e criou quatro modelos em computador para chegar às suas conclusões.
Um destes modelos inclui o impacto de gases de efeito estufa e outro não. O primeiro apresentou resultados que coincidem com as temperaturas observadas até agora, afirma a pesquisa “Atribution of polar warming to human influence” (Atribuição do aquecimento polar à influência humana). “Se pegarmos a temperatura média de toda a Antártida, encontraremos um aquecimento” de uns poucos décimos, disse Gillett ao Terramérica. Porém, foram encontrados aumentos de temperatura de até três graus centígrados na Península Antártica desde 1950, dos maiores registrados no planeta, disse Monaghan. A temperatura média mensal ali varia entre um grau e 15 graus abaixo de zero.
Várias grandes geleiras da região ocidental estão derretendo e elevando o nível do mar pelas correntes oceânicas mais quentes que tocam e desgastam as barreiras de gelo. As temperaturas médias nessa área ficam entre -12 graus e -35 graus. “Este derretimento tem conseqüências no aumento do nível do mar”, afirmou Gillett. Em 2002, afundou a enorme barreira de Larsen B, na península. Media 3.250 quilômetros quadrados, acrescentou Gillett. Os pesquisadores alertam que os dados indicam um aquecimento ao longo da costa da Antártida oriental e esperam que o fenômeno sofra uma aceleração.
Gillet apresentou a hipótese de que certo esfriamento do Pólo Sul pode ser causado por uma acentuada perda de ozônio na atmosfera polar, atribuída à contaminação. O cientista acredita que sua pesquisa permitirá delinear uma imagem mais precisa do futuro da Antártida. Os cálculos mostram que os gelos antárticos que afundarem no próximo século poderão ajudar a elevar o nível do mar em 70 metros. “Não veremos nada catastrófico nos próximos cem anos se as coisas seguirem o ritmo atual. Contudo, o derretimento pode ter uma aceleração”, alertou Monaghan.
Os informes do IPCC não incluíram previsões completas e precisas sobre a elevação do nível do mar por falta de dados sobre a Antártida. Suas previsões foram de 18 e 59 centímetros, disse Gillett. Em janeiro, o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, exortou seus colegas a estudarem a Antártida e a Groenlândia. “Minha esperança é que o próximo informe do IPCC, se é que vai existir, possa fornecer informação muito melhor sobre a possibilidade de essas duas grandes massas de gelo estarem derretendo, o que seria aterrador”, disse Pachauri.
A pesquisa sobre a Península Antártica aumentou. Este ano, Eric Rignot, da Universidade da Califórnia, estudou imagens obtidas via satélite, entre 1996 e 2006, e encontrou mostras claras de derretimento na região ocidental e na Península. A Antártida ocidental perdeu 132 bilhões de toneladas de gelo em 2006, enquanto há uma década a perda registrara 83 bilhões de unidades, disse Rignot. No mesmo ano, na Península desapareceram 60 bilhões de toneladas. Não fosse por um simultâneo acúmulo de gelos na zona oriental, o nível do mar teria aumentando 0,5 milímetro, disse Rignot.
Os estudos que mostram a atividade humana como responsável pela mudança climática podem produzir esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, disse ao Terramérica a especialista Meg Boyle, da organização ambientalista Greenpeace. “Nos Estados Unidos temos uma pequena porcentagem da população mundial, mas produzimos 25% da poluição que influencia na mudança climática. É hora de colocarmos um limite”, acrescentou. Tomara que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, mostre vontade de conseguir acordos sobre mudança climática, concluiu.
Fonte: Agência Envolverde