As crianças do MST intimidam o procurador Gilberto Thums
por Chicão Dois Passos, em seu blog
pensamentos sobre liberdade de pensamento
As crianças do MST intimidam o procurador Gilberto Thums
por Chicão Dois Passos, em seu blog
Mulher tentando impedir o despejo de seu povoado em Manaus, no Brasil

Segundo Cristina do Nascimento, o "Quintais para a vida" tem como finalidade divulgar a tecnologia dos quintais, além de promover intercâmbios entre os agricultores que desenvolvem práticas agroecológicas para que eles possam trocar experiências e difundir as tecnologias sociais adaptadas ao semi-árido. "Há o intercâmbio entre os agricultores para cada agricultor ver o quintal um do outro", comenta.
A coordenadora explica que, no projeto, os técnicos visitam os quintais das famílias para fazer um diagnóstico e uma avaliação. Assim, os especialistas informam aos agricultores o que deve ser produzido de acordo com as características específicas de cada quintal. Além disso, a família ainda aprende a utilizar os recursos hídricos existentes e a captar a água através de novas tecnologias.
O "Quintais para a vida" trabalha diretamente com 20 famílias em Itapipoca. De acordo com Cristina, dos 20 quintais, cinco foram selecionados para a implantação de cisternas calçadão com capacidade de reservar até 52 mil litros de água. A cisterna calçadão é uma tecnologia que visa a captação e ao armazenamento de água da chuva para ser usada na irrigação de plantas.
Deve-se atentar, também, ao fato da iniciativa promover e valorizar o quintal como um espaço de produção e de geração de renda. O quintal, geralmente localizado ao redor da casa, é utilizado como ambiente de cultivo para consumo próprio dos moradores e até mesmo como um local de interação e de conversas. Agora, além disso, ele passa a servir como ambiente de produção familiar, valorizando, dessa forma, o trabalho das mulheres, que, muitas vezes, já cultivavam ervas e hortaliças no local para o consumo familiar.
Para a coordenadora, o projeto visa a mostrar que o quintal é um espaço de produção e de experimentação da agroecologia, além de possuir um caráter social, pois gera renda ao agricultor familiar e ainda utiliza a trabalho feminino. "As mulheres têm mais visibilidade", afirma.
Contato: (85) 3247.1660
As matérias do projeto "Boas Ideias em Comunicação" são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
Atualizado e Publicado em 25 de janeiro de 2009 às 20:13
A Situação em Blumenau
Por Urda Alice Kluger 25/01/2009 às 18:26
Ontem minha cidade de Blumenau foi diferente. De repente, saído de todos os seus esconsos (pois a imagem bonitinha de Europa Brasileira que se mantém QUASE preservada no centro, com fundas camadas de maquiagem, como aquelas bisavós que querem continuar parecendo gatinhas de vinte anos), uma população inteira de desvalidos saiu e até fugiu dos abrigos públicos mantidos nas escolas do município, e veio para praça pública. Quem era essa gente?Eram os trabalhadores de Blumenau, aqueles que passaram grande parte das suas vidas trabalhando para fazer a sua casinha, e que a construíram, a pintaram, a muraram, fizeram jardins, esticaram redes nas varandas para melhor poder conversar com suas mulheres ao por do sol, que nelas criam ou já criaram seus filhos, que tinham aqueles lugarzinhos bonitos, com cortinas na janela e roseiras perto da cerca ? e que de um momento para o outro viram a terra desmilinguir, virar gelatina se liquefazendo, e suas casas irem embora dentro de mares de lama, tantas vezes levando junto entes queridos ... e que acabaram nos abrigos públicos de que já falei acima.
Eu fiquei tão perdida no tempo desde que tudo começou que já não sei desde quando eles estão lá (e eu estou aqui, pois também sou uma desalojada), mas sei que foi logo a seguir do dia 20 de novembro. 21? 22? 23? Já não sei, e também não importa o dia, pois dia se emenda em dia, e semana em semana, e agora já está começando o terceiro mês desde que tudo começou ? E os trabalhadores da minha terra continuam jogados nos abrigos, sem nenhuma perspectiva de terem sua dignidade restaurada, e com a ordem de desocuparem os abrigos até semana que vem.
As injustiças são tantas e que a gente ouve a cada hora, que é uma coisa arrepiante. O Brasil e o mundo mandaram tantos donativos para cá que ficará difícil gastar tudo, mas alguém fica com muita coisa no meio do caminho. Sei de um abrigo onde há mais de mil sabonetes amontoados numa sala, mas que a pessoa que coordena o abrigo não dá sabonete para determinado abrigado que dele necessita, porque não lhe tem simpatia pessoal. E eu sei bem o quanto esse desabrigado é útil ao seu abrigo; como trabalha, ajuda, limpa, prepara comida ... que será que leva essa chefia de abrigo a ter tanta antipatia? Será que é porque não são da mesma etnia? Olhem os guetos se formando na Europa Brasileira!
As histórias são inúmeras, desde aquele sargento que, faz poucos dias, proibiu a carne para os adultos de determinado abrigo, liberando-a só para as crianças? Quando todos sabem que há um congelador chapadinho de carne lá na cozinha, que veio das tantas doações que todo o país mandou. E as roupas sujas de menstruação que se deram às pessoas do abrigo tal, para que as usassem (nada havia sido salvo das suas casas), enquanto gente do Brasil inteiro mandava roupas novinhas novinhas... Começa a pergunta: quem ficou com tantas coisas? E um diretor de escola que resolveu tratar logo os abrigados como porcos: picou aipim com casca e tudo, e misturou um bocado de carne, e sem sal, sem tempero, sem preparo, cozinhou aquela gororoba e só não mandou servir em gamelões porque deve ter ficado com vergonha. E outro diretor de outra escola, que se sente o dono do abrigo (a escola é publica, construída com legítimo dinheiro do contribuinte, e o diretor é um funcionário público, com o salário pago com os impostos daquela gente que está lá desvalida) e que não permite coisas básicas, como pais que vêm de longe para saber a sorte dos filhos, e sequer podem entrar lá para falar com os mesmos... e um outro chefe de abrigo, que vergonhosamente faz com que cada abrigado seja revistado pelos soldados lá de plantão, mesmo que o abrigado tenha apenas ido até a esquina comprar um pão.
A lista das humilhações e falta de respeito é tão grande que nem pensaria em tentar coloca-la aqui. Mas taí uma amostra. E mesmo assim, esses trabalhadores da minha cidade terão que deixar o abrigo dia 30 de janeiro. Muitos e muitos já acabaram desistindo dos maus tratos e das humilhações e indo para a casa de amigos, ou voltando para as zonas de risco, assinando documentos em que se declaram auto-responsáveis pelo que vier acontecer, caso algo lhes acontecer nas zonas de risco. Eles têm que se ir, sumir; a vida nos abrigos tem que ser a pior possível, para que os moradores desistam, sumam das estatísticas? É bem diferente construir mil casas do que cinco mil casas? Sobra um dinheirão para os bolsos não sei de quem.
Pois é, gente, deve ser por aí. Sei de algumas coisas: o Governo Federal colocou 1 BILHÃO e 700 milhões de reais à disposição dos atingidos? É um dinheiro ENORME. Sei que tal dinheiro abrange, também, construção de pontes, rodovias e correlatos, mas sobra MUITO dinheiro para construir casas para os nossos trabalhadores. Parte será emprestada através de financiamentos, mas parte também será repassada a fundo perdido. E nada se faz.
E o dinheiro que o santo povo brasileiro tirou do seu bolso, do seu contadinho, e mandou para cá? Tenho cá anotado os números das contas:
BESC Blumenau, Ag. 003, conta 400.000-3
Banco do Brasil Blumenau, Ag. 095, conta 400.000-5
Caixa Econômica Federal Blumenau, Ag. 411, conta 80.000-0 (DENTRE OUTRAS).
Cadê tal dinheiro? Era dinheiro para o povo, assim como as outras doações eram para o povo? E sei que tem gente jogando caminhão de doação em beira de estrada porque já não há onde guardá-la. E o meu povo, a minha gente trabalhadora e construtora de Blumenau, a comer lavagem de porco e a usar roupas sujas de menstruação e a não ter acesso a sabonetes, onde há muitos milhares esperando para serem usados?
E tem mais: semana que vem, dia 30.01.2009, rua dos abrigos.
Então ontem o povo foi para a praça, foi pedir explicações e justiça. Eu estava lá de três formas: como observadora, pois sou uma escritora; como militante dos Movimentos Sociais, e como desalojada também. Havia centenas de pessoas diante da prefeitura pedindo justiça, e o prefeito fez o que é de praxe em tais horas: sumiu, se escafedeu. Mas aceitou marcar uma audiência para a próxima terça.
Terça já vai ser dia 27, tão perto do dia 30! Será que é tudo uma questão de empurrar com a barriga? Sei que os nossos trabalhadores vivem grande indignação e não tem o porte de quem se humilha pedindo? A atitude daqueles homens, mulheres e crianças que constroem Blumenau era de digna solicitação de direitos, e eu estava lá e vi tudo. E também me lembro das tantas mensagens que recebi e dos tantos telefonemas que vieram até mim dizendo coisas assim: "Tirei o pouquinho que me era possível e depositei para Blumenau" ,"Depositei 20.000,00 reais para ajudar vocês", e assim vai. O meu telefone, depois que voltou a funcionar, não parava de tocar: era gente solidária de todo o Brasil, e de Cabo Verde, e de Portugal, e de Londres, e da Irlanda...
Toda essa gente merece satisfação: desde aquele humilde baiano que vi na televisão, depositando o seu troquinho de quem ganha salário mínimo, até aqueles que fizeram grandes doações, como também os nossos trabalhadores, os mais espoliados dos espoliados, sem a menor perspectiva do que lhes vai acontecer.
É hora de obtermos respostas, e muito rapidamente. Eu, por exemplo, fiz meu cadastro de desalojada no dia 16.12.2008. Mais de mês, portanto. Deixei lá o endereço onde estou, o telefone, o endereço eletrônico. E até este momento nem uma vezinha alguém me disse a mínima coisa. Imagino que alguém ao menos deveria dizer: "há que esperar o final das chuvas para se fazer alguma coisa. A senhora, por favor, tenha paciência!", mas nem isto.
Se não dão satisfação a mim, conhecida como escritora bocuda, que publica em diversos continentes, o que algum dia dirão aos trabalhadores que constroem esta cidade? Decerto dirão algo assim:
- Sai daqui! Passa! Ligeiro! Senão vai ter cadeia! Seus arruaceiros!
E aquelas pessoas que doaram, e doaram, e doaram... estava na hora de alguém contar como as coisas se passam.
Blumenau, 23 de janeiro de 2008
Urda Alice Klueger
Escritora e historiadora
Introdução a Sabedoria do BudismoEste curso, é uma apresentação dos ensinamentos de Buda de modo acessível e prático que visa, sobretudo a integração desta sabedoria na experiência da vida diária. ProgramaO Buda histórico e a Natureza de Buda. A vida do Príncipe Siddhartha Gautama. Os Três Veículos: Hinayana, Mahayana e Vajrayana. O Sermão de Benares e as "Quatro Nobres Verdades. Interdependência e Impermanência. Os Cinco Agregados e a Existência Condicionada. A Roda do Samsara Os seis mundos e os Doze Elos da Origem Interdependente. As emoções e o Karma. O Refúgio nas Três Jóias: Buda, Dharma e Sangha, e nas três raízes: Lama, Yidam e Protetores Introdução ao Ngondro ou a via que nos faz percorrer o sublime caminho do Vajrayana.Local: Jardim do Dharma em São Paulo Rua José Maria Lisboa, 577 apto. 2Facilitador: Lama Zopa Norbu Fundador do Jardim do Dharma.
Data de Inicio: Sábado 07 de fevereiro de 2009Horário: das 09 as 12 e das 14 as 17hs. Um sábado por mês. Taxa de participação: R$ 100,00 por encontro Inscrições pelos tels. 3884-8943 -
18 DE DEZEMBRO DE 2008 - 21h17
A simbologia de um sapato
por Lejeune Mirhan*
Todos viram. Vibraram. Na última segunda, dia 15 de dezembro, o jovem jornalista iraquiano, Muntader Al Zaide, arremessando seus dois sapatos em direção ao chefe do império americano, George W. Bush causou comoção no mundo todo. Indubitavelmente de forma positiva. As pessoas vibraram, sentiram-se representadas na pessoa desse combativo periodista árabe. Mas, os seus significados vão além do simples arremesso. Como veremos.
Al Zaide é jovem mesmo. Tem apenas 29 anos. Foi, ainda sob o governo de Saddam Hussein, presidente de uma entidade estudantil. Segundo a emissora Al Jazira, é membro do partido Comunista Iraquiano. Tem muitos irmãos e alguns deles mortos em combate na resistência contra a ocupação do Iraque por tropas estrangeiras desde 2003. Zaide é jornalista da emissora de TV Al Baghdadiya (cuja sede central fica no Cairo). Todas as reportagens da TV que ele faz na cidade de Bagdá ele conclui dizendo “da Bagdá ocupada”. A própria emissora que o emprega exigiu a sua imediata libertação, assim como o Sindicato dos Jornalistas do Iraque.
AL Zaide virou instantaneamente um herói nacional. E usou a sua arma mais potente tanto física como simbolicamente de que dispunha no momento: seus sapatos de sola de borracha pesados não teve dúvidas. Foi ficando cada vez mais irritado com a entrevista coletiva que Bush vinha dando, com suas mentiras habituais, ao lado do primeiro Ministro fantoche do Iraque, Nuri Al Maliki. Num determinado momento, decidiu arremessar em seguida, os seus dois sapatos contra Bush. A catatonia dos presentes e mesmo da segurança presidencial foi tamanha, que ele conseguiu inclusive tempo para atirar o segundo sapato.
A frase que ele proferiu, gravada ao vivo por todas as emissoras presentes foi: “É o seu beijo de despedida do povo iraquiano, seu cachorro. Isso é pelas viúvas, órfãos e pelos que foram mortos no Iraque”. E não precisava dizer mais nada. AL Zaide mostrava-se ao mundo como o vingador dos mais de 200 mil iraquiano mortos, representava o sentimento de uma nação destruída, desmontada, aviltada, vendida, entregue à sanha imperialista e com quase toda a sua infra-estrutura destruída e vendida ao setor privado (doadas na verdade).
Sua fama foi instantânea. Foi saudado no mundo inteiro. Passeatas saíram às ruas para exigir a sua imediata libertação. Circulou a informação de que um empresário saudita estaria oferecendo dez milhões de dólares por um dos sapatos que foram arremessados contra Bush. A foto de Al Zaide não saia de todas as TVs árabes e os jornais americanos publicaram o sapato “voador” passando rente à cabeça de Bush. Claro, os americanos procuraram minimizar o fato, dizendo que o mesmo não tinha importância alguma e que o jornalista não agiu em nome de nenhuma organização e não expressava a vontade do povo. Pura balela. Só se falava do ato de bravura praticado por um árabe contra o chefe do império mais odiado da história.
Os policiais que o prenderam, o espancaram brutalmente. Seu irmão, Maitham Al Zaide afirma que diversas de suas costelas foram quebradas e seu olho foi atingido por coronhadas de fuzil. Continua preso sem que nenhuma acusação lhe tenha sido feita e comunicado formalmente à justiça a sua detenção. Fala-se que poderia pegar de sete até quinze anos de cadeia por ter tentado agredir chefe de estado estrangeiro em visita ao Iraque.
Imediatamente uma rede de advogados formou-se para defendê-lo e exigir a sua libertação. A imprensa noticiou mais de cem advogados dispostos a prestar seus serviços gratuitamente para que ele possa ser libertado. O chefe da defesa de Saddam Hussein, Dr. Jalil Al Duleimi, será o provável defensor central de Al Zaide. Ainda continua sem nenhum contato tanto com seus familiares, como amigos e advogados, num claro desrespeito às tais normas mínimas de direitos humanos que os Estados Unidos tanto, e hipocritamente, pregam pelo mundo afora mas sem respeitá-las em lugar nenhum onde tem hegemonia.
A simbologia do sapato
Atirar um sapato em alguém, no mundo muçulmano é uma das maiores ofensas que se pode imaginar. É sabido que para adentrar a uma mesquita todos os seguires do Islã devem tirar seus sapatos na porta da Mesquita. Sapatos são os protetores dos pés contra as impurezas da terra. Boa parte das coisas ruins, várias doenças, adentram em nosso corpo pelos nossos pés. As solas dos sapatos retém grande parte dessas impurezas. Assim, a simbologia não poderia ser melhor. Uma imensa ofensa ao chefe do império. Além do que chamá-lo ainda por cima de “cachorro”, foi duplamente ofensivo.
Esse contexto é toda a simbologia que se poderia ter, de um final mais do que melancólico e dramático do governo mais impopular da história dos Estados Unidos. Que deixa o maior rombo de caixa na maior economia do planeta. Que deixa de legado para todo o planeta o modelo neoliberal, que foi devidamente enterrado com a maior crise da história financeira do mundo. O presidente mais odiado do mundo, que encerra seu mandato em mais 30 dias apenas, mas que ninguém agüenta mais e não se vê a hora de que tudo esteja terminado e que o novo governo tome logo posse, antes que todo o sistema se derreta.
Ainda com toda essa impopularidade, com toda a crise econômica, Bush insiste em manter as tropas de ocupação no Iraque até 2011! A um custo mensal de 10 bilhões de dólares, o maios de todas as guerras feitas pelos americanos desde o final do século 19. Pode-se caracterizar essa simbologia do sapato atirado na cara do presidente americano como o retrato fiel do fim de uma era. Uma era de tristezas, de crises, de dominação e truculência, de financeirização do capital. Uma era de ocaso, de fim do unilateralismo, de fim de humilhações a que os EUA impuseram ao mundo todo, em especial aos árabes.
A simbologia não poderia ser melhor. Mais do que vaias ao final do seu impopular mandato, Bush sai sob sapatadas de um jovem combativo comunista e jornalista iraquiano de consciência elevada. Naquela sapatada desferida contra o chefe do império, Al Zaide representava o mundo inteiro. Representava todos os que lutam contra as injustiças, contra as ocupações, contra os ataques covardes que o exército americano praticou e continua praticando contra o povo do Iraque. Se em 2003 a simbologia era contra Saddam – quem não se lembra da derrubada da sua estátua na praça central de Bagdá e as várias chineladas e sapatadas desferidas contra a sua imagem – agora ela se volta contra aquele que se arvorou em ter derrubado um ditador. Mas pagará para toda a posteridade de sua vida, os imensos erros que a sua gestão deixou para o mundo. O povo árabe que o diga. Podemos nos sentir, como disse Gilles Lapouge (Estadão de 16/1/8), de “alma lavada, aliviados”. Não é qualquer dia que se presencia dois sapatos sendo atirados contra o presidente dos Estados Unidos.
Certo mesmo está Lapouge com sua conclusão de que vencedor da guerra, Bush, se iguala ao vencido Saddam e o dito “vencedor” é agora vencido por uma sapatada de número 42 partindo de um iraquiano, de um árabe. Pode haver maior simbologia do que isso?
*Lejeune Mirhan, Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Escritor, Arabista e Professor Membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa, Membro da International Sociological
O jornalista e o episódio do arremesso