terça-feira, 1 de setembro de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Campanha do registro de nascimento gratuito beneficia população de rua
Fortaleza - Adital
Sete meses após o lançamento da Campanha de Natal que fornece registro de nascimento gratuito para moradores de rua, a parceria entre a Associação dos Notários e Registradores do Ceará (Anoreg/CE) e a Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Fortaleza continua a todo vapor.
De acordo com Fernanda Gonçalves, secretária Executiva da Pastoral do Povo da Rua, o trabalho com a Anoreg é de grande importância e benefício para os moradores de rua. Ela relembra o momento em que a Pastoral foi procurada pelo presidente da Anoreg/Ceará, Jaime Araripe. Segundo ela, foi ele quem lançou a ideia e propôs a parceria. "Ele é um homem de muita sensibilidade e viu a necessidade dos moradores de rua", diz.
Fernanda ressalta a importância de se ter o documento, "o registro de nascimento é a porta de entrada para a cidadania, pois sem ele a pessoa não existe para o Estado". É a partir do registro de nascimento que a pessoa tira seu RG, depois o CPF, Título de Eleitor, além de ter acesso facilitado aos serviços públicos como de saúde.
Desde o lançamento da Campanha em dezembro do ano passado até agora, cerca de 50 pessoas receberam seus registros de nascimento. Só em junho foram emitidos mais de dez registros e, embora seja um número baixo, a secretária comemora, já que uma das características dos moradores de rua, segundo ela, é viver no anonimato. "Algumas dessas pessoas cortaram laços com a família, outras têm problemas com a justiça, o que faz com que elas não queiram ter documentos para não terem que enfrentar a lei", esclarece.
Mas o trabalho continua e o Ceará tem recebido pedidos de outros estados da federação. "Em julho recebemos demandas de São Paulo, Paraíba e Brasília", explica.
Na maioria dos casos os moradores já foram registrados quando crianças, mas por viverem na rua, não têm mais o documento. "Pegamos apenas dois casos de pessoas que nunca tinham sido registradas", informa Fernanda.
Como fruto deste trabalho, a secretária da Pastoral fala do caso do senhor Alexandro Pereira da Silva, de 75 anos. Segundo ela, o morador de rua, registrado pela campanha, tirou documentos como RG e CPF e conseguiu o Passe Livre e benefício social para o idoso. "Isso é uma conquista, de ser incluído nas políticas públicas, de resgatar sua cidadania", afirma.
Campanha
A Campanha foi elaborada a partir da entrada em vigor, em outubro de 2008, da Lei 11.790, pela qual os cartórios de registro civil passaram a poder realizar a Certidão de Nascimento de adultos de forma direta, sem que haja a necessidade de se ingressar com um processo judicial.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
INFLUENZA A SEM BLACK-TIE
por Fátima Oliveira, em O Tempo
Às solicitações para escrever sobre a H1N1, influenza A, resisti enquanto durou a espetacularização da doença. Não opino em momento de crise sanitária para não correr o risco de involuntariamente atropelar as autoridades sanitárias. O manejo da epidemia no Brasil tem sido competente. Meus cumprimentos! Do lugar de formadora de opinião, sigo a ética da responsabilidade ao discorrer sobre qualquer tema. Sei exatamente qual é o meu lugar numa epidemia: fazer a parte que me toca na atenção, segundo mandam as autoridades responsáveis pelo bem-estar comum.
São delas o papel e o lugar, pois detêm a mirada global e a responsabilidade da atenção. Cabe aos serviços e profissionais de saúde o cumprimento do dever da atenção condigna. Acabou-se o frege de black-tie! Quase três meses após diagnosticados os primeiros casos, a transmissão do vírus tornou-se sustentada no Brasil - como na Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Estados Unidos, México e Reino Unido -, exigindo mudança de conduta frente a novos casos. O vírus rompeu as fronteiras de um desejado cordão sanitário, está flanando por aí e qualquer pessoa pode pegar. Só nos resta redobrar cuidados pessoais de higiene.
O H1N1, influenza A, é uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1), novo subtipo do vírus da influenza, transmitido de pessoa a pessoa por tosse, espirro e contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Eis as novas coordenadas, conforme o Ministério da Saúde: sintomas leves de gripe devem ser atendidos em postos, ambulatórios e consultórios particulares, como em qualquer gripe; e pessoas com fator de risco para complicações (hemoglobinopatias, diabetes, cardiopatias, pneumopatias, doenças renais crônicas e gravidez) serão monitoradas por quem lhes atendeu. O tratamento será definido pelos sintomas e independe de exames laboratoriais.
As evidências “sugerem que o vírus da influenza A (H1N1) apresenta uma dinâmica de transmissão semelhante à da influenza sazonal”; a internação está indicada exclusivamente nos casos de doença respiratória aguda grave - qualquer idade com doença respiratória aguda: febre superior a 38º C, tosse e falta de ar, acompanhada ou não de dor de garganta, manifestações gastrointestinais, desidratação e inapetência, independentes de alterações laboratoriais e radiológicas. “O exame laboratorial para diagnóstico específico de influenza A somente está indicado para: acompanhar casos de doença respiratória aguda grave e em amostras de casos de surtos de síndrome gripal em comunidades fechadas, segundo orientação da vigilância epidemiológica”.
Nem tudo é desgraça. Há casos hilários da classe média metida a rica e dos podres de rico quando chegam ao SUS numa Hilux e “p da vida” porque não há estacionamento para suas joias! Jamais reclamam que seus hospitais de ricos lhes batem as portas na cara nas epidemias. Um colega irado telefonava: “é um absurdo um hospital público fechar uma ala para atender essa ricaiada que tem casa em Miami e vive pra cima e pra baixo de avião”. Um advogado exigia o “exame da gripe suína” para todos de uma escola de ricos, colhidos por mim! Num pronto-socorro! Esturrava que eu era paga com os impostos deles e teria de fazer o que eles queriam! Um portenho na hora do jogo Cruzeiro X Estudiantes recusou-se a ir ao ambulatório de H1N1 influenza A e acionou a polícia, como se ela pudesse passar por cima da autoridade sanitária numa epidemia!
Ninguém merece, mas acontece!
Publicado em
O Tempo: 21.07.2009 :
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domingo, 19 de julho de 2009
pra que discutir com Madame
Que a vida piora
Por causa do samba
Madame diz que o samba tem pecado
Que o samba coitado
Devia acabar
Madame diz que o samba tem cachaça
Mistura de raça,
Mistura de cor
Madame diz que o samba é democrata
É música barata
Sem nenhum valor.
Vamos acabar com o samba
Madame não gosta que ninguém sambe
Vive dizendo que samba é vexame
Pra que discutir com madame?
No carnaval que vem também concorro
Meu bloco de morro
Vai cantar ópera
E na avenida entre mil apertos
Voces vão ver gente cantando concerto
Madame tem um parafuso a menos
Só fala veneno,
Meu Deus que horror
O samba brasileiro democrata
Brasileiro na batata
É que tem valor.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Yo-Yo Ma & Bobby McFerrin
terça-feira, 30 de junho de 2009
Boulez: Sur Incises
terça-feira, 23 de junho de 2009
Guillaume de Machaut (1300 - 1377) § Messe de Notre Dame
sexta-feira, 19 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Edgard Varèse : Ionisation
segunda-feira, 8 de junho de 2009
bruxaria
quinta-feira, 4 de junho de 2009
tico-tico visita Berlin
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Brahms : Trio nº1 : opus 8
. . Maxim Vengerov, violino
. . . Boris Pergamenschikow, cello
sexta-feira, 29 de maio de 2009
encerrando o mês
sábado, 23 de maio de 2009
Martha Argerich plays Bartók's Piano Concerto nº3
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Nick Vujicic : Perspectiva, visão e escolhas
sábado, 9 de maio de 2009
Todo mundo é melhor do que pensa que é
''Todo mundo é melhor do que pensa que é''
Cerca de um mês antes de sua morte, o diretor Augusto Boal
concedeu esta entrevista em Paris
Taíssa Stivanin, PARIS
No dia 25 de março, o dramaturgo, diretor e ensaísta Augusto Boal recebeu na sede da Unesco, em Paris, o título de Embaixador Mundial do Teatro. Poucas horas antes, no hall de um hotel na praça da República, na capital francesa, o criador do Teatro do Oprimido concedeu uma de suas últimas entrevistas. Boal, que morreu dia 2, no Rio, aos 78 anos, tinha chegado a Paris um dia antes de nossa conversa. Fui buscá-lo no quarto. Mancando, ele contou que tinha ordens médicas para não deixar o hospital, mas disse que não perderia a oportunidade de receber o prêmio por nada. Se o dramaturgo estava fisicamente tão debilitado, isso só ele sabia. Seu espírito e sua energia continuavam intactos. Bem-humorado, falante, gesticulando muito, e sem pedir nem um copo de água, o dramaturgo conversou sem se cansar. Desse papo, ficou a mensagem que resume sua vida: "Todo mundo pode fazer melhor do que acha que está fazendo." Seu teatro é a descoberta dessa capacidade.
O sr. acompanha o trabalho do Teatro do Oprimido em Paris?
Em Paris acompanho pouco. Meu filho, Julian Boal, integra um grupo que se chama Grupo do Teatro do Oprimido. Existem vários lugares na França que fazem o teatro do oprimido. O movimento Planning Familial (Planejamento Familiar) o utiliza há muitas décadas em seu trabalho. As escolas e as ONGs também. Acompanho como posso. No site internacional do Teatro do Oprimido, existem mais de 50 países nomeados e 200 grupos. Mesmo no Brasil, ele está presente em todos os Estados, menos no Amazonas, Pará e Roraima, pois custa muito caro desenvolver um projeto por causa da distância. O volume de trabalho é imenso, na Índia, na África. Quando algum grupo introduz uma técnica diferente, a gente tenta seguir. No mais, a gente aplaude.
O sr. vai muito à Escandinávia? Como o trabalho se desenvolveu lá?
Começou na Suécia há 30 anos. Tinha amigos exilados, que nos anos 70 me convidaram para fazer uma oficina. Fui voltando nos anos seguintes. Durante muito anos fui para a Suécia e a Noruega. Mas agora canso muito se pego avião sempre. Meu filho leva o trabalho adiante. O Julian, segundo ele mesmo, faz o mesmo trabalho que eu, mas muito melhor (risos).
Ele acreditou no potencial dele, e essa responsabilidade é sua...
Exatamente, você matou a charada. Dizia para o Julian que ele era melhor do que pensava, ele acreditou. E me respondia: "Sou mesmo." Julian trabalha muito no exterior. Na África, na Ásia. Na Índia, existe a Federação Indiana do Teatro do Oprimido. Em 2006, ela reuniu 12 mil pessoas numa praça em Nova Déli. Foi muito lindo de ver, porque 80% eram mulheres, vestidas com seus saris coloridos.Ver aquelas mulheres resolutas, fortes, gritando slogans, cantando hinos sobre teatro, sobre Arte, foi muito bonito. A Arte, afinal, pertence a elas. O Teatro do Oprimido está espalhado por toda a Índia, pelo Paquistão, pelo Sri Lanka. No Sri Lanka, quando houve o tsunami, eles faziam o arco-íris do desejo no campo de refugiados para tentar entender como ficou a cabeça das pessoas depois de um desastre daquelas proporções. É o que que queremos. Criar multiplicadores criativos. Multiplicar um sistema que já existe.O que importa é para quem você faz. Como aplico esse método para essas pessoas, nesse lugar e com esses problemas?
Como está a aplicação do método nos presídios brasileiros?
A cadeia é o único lugar onde temos problemas para trabalhar, por conta de tanta burocracia. É um trabalho que está parado atualmente, mas tivemos experiências maravilhosas. Havia uma prisão no Estado de São Paulo que parecia um leprosário, ninguém chegava perto de ninguém. Conseguimos trazer os prisioneiros para o meio da praça, usando o teatro-fórum, como se fossem cidadãos livres. Eles entraram em cena e contracenaram com os outros. Deu certo. Os presos aceitaram que estavam pagando pelos crimes que cometeram e voltariam a viver em sociedade se fosse possível. Uma vez fizemos uma peça onde um preso contava sua história, trágica. Ele era inocente e estava preso há dois anos porque não sabia como se defender. Durante sua apresentação, coincidentemente, tinha uma juíza na plateia. Espantada, ela prometeu o alvará de soltura dele e cumpriu. Situações como essas, existem muitas. Numa cadeia paulista onde aplicamos o teatro legislativo, por exemplo, conseguimos fazer creches para as detentas que tinham filhos. O problema é a burocracia. Os funcionários do Depem, órgão que administra as cadeias, são impenetráveis. Na cabeça deles não entra nada. Não compreendem que o que está na lei tem de estar subordinado a um bem maior. Sei que a lei deve ser obedecida. Existe uma lei que diz: é proibido pisar na grama. Não quero pisar na grama, porque acho que é uma lei justa. Mas se uma criança está sendo atacada por um cachorro, você tem de pisar na grama, dar um pontapé no cachorro e salvar a criança. Violar a lei às vezes é necessário. Trabalhamos também com o Ministério da Cultura em 16 Estados, e com o Ministério da Saúde, nos Capes (Centros de Atendimento Psicossocial). Tentamos enquadrar o delírio patológico no delírio estético. Afinal, teatro é uma forma de delírio, uma forma de alucinação.Também trabalhamos em comunidades violentas. A violência ocorre pela obtusidade das pessoas. Alguns continuam nesse caminho, mas outros felizmente entendem que o diálogo é a forma soberana da comunicação.
No contexto da globalização, da sociedade de consumo, o seu método pode ser aplicado da mesma forma que há 30 anos ou precisa ser readaptado levando em consideração as mudanças sociais?
O Teatro do Oprimido se torna mais útil ainda nesses novos tempos. Ele é o contrário da globalização, faz parte da mundialização. A globalização é uma pirâmide da desigualdade. No topo, ficam os ricos, as pessoas desonestas, responsáveis pelo crash da bolsa e a crise mundial. A globalização é uma fagocitação, esses ladrões todos querem comer os outros. É uma coisa antropofágica. A mundialização não. Se você tem um saber, você tem de espalhar esse saber. Não pode ser aquele sábio que vive no topo de uma montanha. Isso me lembra uma piada mineira. O homem pergunta: "Senhor sábio, o que é a vida?" O sábio responde: "Meu filho, a vida é um rio." "Um rio?", desconfia o homem. O sábio vacila: "Uai, não é não?" Esses velhos sábios não me interessam. Temos de ser generosos e solidários com os outros e deixar que eles usufruam do seu saber.
Poderia esclarecer um pouco as derivações do Teatro do Oprimido? Teatro Legislativo, invisível....
O Teatro do Oprimido é uma grande árvore. Essa árvore tem as raízes na ética e na filosofia de humanizar a humanidade. É a nossa base. Depois começam os jogos, para restaurar a capacidade criativa das pessoas. Em seguida, vêm os diversos ramos da árvore, como o teatro invisível, o teatro legislativo, o arco-íris do desejo, que serve para exteriorizar as opressões internalizadas. O mais usado é o teatro-fórum, que significa colocar um problema e discutir teatralmente esse problema. É a forma mais difundida, porque produz resultados mais imediatos. O arco-íris do desejo requer uma reclusão maior, em grupos pequenos. Trata problemas individuais. Todas as formas de teatro são úteis, têm uma função. O sucesso extraordinário desse teatro, no mundo todo, se deve à revelação de que o teatro não é o palco, não são as luzes, não é um texto escrito necessariamente, não é iluminação, não é nada disso. Teatro somos nós. Cada um de nós traz em si mesmo um ator. Nesse momento, por exemplo, estou sendo ator. Estou agindo e ao mesmo tempo sendo espectador. Estou ouvindo o que estou dizendo, minha voz, estou pensando no que vou dizer. Teatro é isso. Você percebe que pode avançar num sentido que não é aquele previsto pela sociedade, tecnicamente e mecanicamente. Você sai da moldagem e passa a ser você mesmo, descobrindo coisas insuspeitadas. Que você é melhor do que você pensa que é. Todo mundo é melhor do que pensa que é. Todo mundo é mais capaz de fazer o que já está fazendo. Meu teatro é a descoberta dessa capacidade.
O que ainda falta fazer?
Já fiz muita coisa e tenho intenção de fazer muitas mais. Estou terminando um livro que se chama As Estéticas do Oprimido. Muita gente fala de diversidade cultural, o que defendo. Mas quando pensa em estética, pensa em uma só. Como ser diverso culturalmente, com uma só estética, se a estética é produto de uma cultura? Por exemplo, aquele pintor norte-americano, Jackson Pollock. Nos Estados Unidos, todo mundo acha que ele é um gênio. Leva uma pintura dele para Bangladesh e pergunta o que vão achar. Tudo isso para dizer que os americanos criam a estética deles, da Guggenheim Foundation. Tudo isso para dizer que não existe uma soberana estética à qual todos nós devemos nos curvar e obedecer.
No ano passado, seu nome teria sido cogitado para o prêmio Nobel da Paz, como recebeu a notícia?
Não tenho nada com isso (risos). Achei muito simpático, principalmente porque recebi indicações dos cinco continentes. Até na Austrália, que é do outro lado do mundo, recebi cartas de apoio.Pelo que soube, o que ficou faltando foi o apoio de algum Prêmio Nobel. Não tem importância, não me preocupo se vou ganhar ou não neste ano. Mas tenho muito orgulho de ter sido indicado.
E sua história com a química?
Sou engenheiro químico porque meu pai queria que eu fosse doutor e teatro não dava doutorado na época. Tinha uma namorada de quem eu gostava muito e ela foi fazer Química. Fui atrás. Entrei na faculdade e ela não, acabou fazendo Letras. Eu não era o primeiro aluno da sala, mas não era o último. Ficava na média. Mas já esqueci tudo. Só lembro que a fórmula da água é H2O.
Esta entrevista com Boal foi concedida originalmente à Rádio França Internacional (RFI)
Livro inédito
TESTAMENTO: O Teatro do Oprimido, de Boal, é uma metodologia cênica que ele desenvolveu nos anos 70 e combina drama e ação social. Poucos dias antes de morrer, o embaixador mundial do teatro pela Unesco entregou à editora Garamond o texto final do seu novo livro, A Estética do Oprimido. Já considerado o testamento artístico de Boal, o livro sintetiza suas principais concepções sobre arte e deve ser publicado ainda em 2009. Boal abre o livro com uma dedicatória: "Sinto sincero respeito por todos aqueles artistas que dedicam suas vidas à sua arte - é seu direito ou condição. Mas prefiro aqueles que dedicam sua arte à vida."