segunda-feira, 13 de setembro de 2010
nosotros
domingo, 12 de setembro de 2010
trenzinho
O trem não para e você pode descer. Isto é que é engenharia!!!!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Atacar o Irã: Erro iminente
8 de agosto de 2010 às 11:27
Atacar o Irã: erro iminente
3/8/2010, Ruqayyah Shamseddine, Al-ManarTV, Beirute
Tradução Caia Fittipaldi
A partir de 1945, os EUA já tentaram derrubar pelo menos 50 governos estrangeiros – incluída a última tentativa, em curso, de derrubar o governo eleito do Irã. Essa vergonhosa estatística não é resultado apenas de má política externa; quando o presidente Obama assinou a decisão e converteu em lei, dia 1/7/2010, as sanções contra o Irã, não cometeu erro de desatenção, nem errou por descuido. A política externa dos EUA pode ser comparada à ação de um assassino serial.
Estrangulamento econômico e agressão militar contra o Irã
As sanções agem em silêncio, mas são terrivelmente mortíferas. Matam combatentes e não-combatentes indiscriminadamente e covardemente. Basta ver as sanções que os EUA impuseram ao Iraque: o pesquisador Richard Garfield estima que “pelo menos 100 mil ou, em avaliação mais rigorosa, mais de 220 mil recém-nascidos e bebês morreram, no Iraque, entre agosto de 1991 e março de 1998, por causas motivadas ou diretamente relacionadas às sanções econômicas”.
O governo Obama divulgou as sanções econômicas dos EUA contra o Irã como se fossem medidas “pacíficas” – tentativa pacífica de asfixiar a economia iraniana, cujo único objetivo era tentar pacificamente paralisar o país. Não bastasse, no final de junho cerca de uma dúzia de navios de guerra dos EUA e pelo menos uma corveta israelense cruzaram o Canal de Suez seguidas de três esquadras navais – em ato flagrante de provocação e tentativa de intimidação, que veio coordenado com agressiva retórica imperialista.
Dia 1º de agosto, o almirante Mike Mullen – chefe do Estado-maior do exército dos EUA, disse que os EUA têm planos prontos para atacar o Irã. Falando no domingo ao programa “Meet the Press” da rede NBC, Mullen disse que “as opções militares estavam sobre a mesa e continuam sobre a mesa. Espero que não cheguemos até lá, mas é opção importante e é opção já bem compreendida”.
Grande número de jornalistas, dos mais bem qualificados aos inqualificáveis, têm-se dedicado a converter a Resolução n. 1.553 da Câmara de Deputados dos EUA, em petulante brincadeira de desocupados; convertendo o que bem poderia ser uma avalanche de repúdio nascida da opinião pública norte-americana, em retórica a mais oca, para assim suavizar o que jamais deixou de ser manobra política de alto conteúdo tóxico.
O corpo de jornalistas-correspondentes dos grandes jornais já nem falam do número de baixas na população civil, na pobreza e na subpobreza em que naufragam os territórios palestinos ocupados pela entidade sionista ou da grotesca cumplicidade entre regimes ocidentais. Nada disso. A cobertura que a imprensa, jornais e televisão, oferece da invasão, nos dois casos, tanto no Iraque quanto no Afeganistão, começou com algum alarido e rapidamente se converteu em sussurro, para só reaparecer, sempre tímida, quando clamam aos céus as cinzas de grande número de mortos ou acontece algum aniversário ‘histórico’ sem importância alguma.
Se, ou quando, o Irã for militarmente agredido, não será diferente.
A Câmara de Deputados dos EUA ‘exige’ guerra
A Resolução 1.553 da Câmara de Deputados dos EUA não finge nem tenta fingir que ‘anseia’ por alguma paz. Sua razão de ser vem explícita, jogada à cara do mundo:
“Expressamos integral apoio ao direito do Estado de Israel (…) de usar todos os meios necessários para enfrentar e eliminar a ameaça que vem da República Islâmica do Irã, inclusive o direito de usar força militar.”
Os deputados republicanos dos EUA deram carta branca a Israel, hoje envenenada e que pode, em breve, estar também encharcada de sangue; o Estado sionista recebeu luz verde e os deputados dos EUA lhes gritam “Abrir fogo!”
Independente do que o conjunto hoje hegemônico de pseudo-intelectuais e políticos queira fazer-crer ao mundo, Israel não tem qualquer preocupação com a opinião pública, sempre que se trata de agir ao arrepio da lei internacional e de qualquer lei. Incontáveis vezes, sempre e sempre, Israel já deu provas de que sua agenda está acima de qualquer lei, e ninguém, até hoje, conseguiu levar o regime sionista às barras de algum tribunal, ou obrigá-lo a prestar contas de uma lista-de-lavanderia de crimes de guerra contra o povo palestino e o povo libanês. Israel não é Estado de Direito e jamais obedeceu a lei alguma, sempre em conluio com seu parceiro de crimes, os EUA.
As forças de ocupação israelenses já treinam para atacar o Irã
Dia 30 de julho, a mídia em Israel noticiou que as Forças de Ocupação Israelenses estavam em “treinamento militar na Romênia, em terreno montanhoso e de cavernas, semelhante aos túneis de montanha nos quais o Irã enterrou suas instalações nucleares. Seis aviadores israelenses morreram em acidente com um helicóptero Sikorsky “Yasour” CH-53 nas montanhas dos Cárpatos romenos, na 2ª-feira, 26/7. O acidente ocorreu na fase final de exercício conjunto de três exércitos, EUA-Israel-Romênia[1], em que se simulava um ataque ao Irã”.
A rede PressTV libanesa noticiou, dia 1º/8, que Israel ameaça abertamente bombardear as instalações nucleares iranianas há anos, mas “a probabilidade de ataque desse tipo aumentou significativamente, dada a crescente impaciência de Telavive com as sanções do Conselho de Segurança da ONU e dos EUA e outras medidas assemelhadas adotadas unilateralmente pelos EUA e pela União Europeia, que até agora não apresentaram o resultado esperado de alterar a posição de Teerã, de defender seu programa nuclear para fins pacíficos.”
Ouvem-se mais altos os tambores de guerra e o sinal é mais claro
Senadores dos EUA declararam, em uníssono, que as sanções contra o Irã não impedirão a República Islâmica de perseverar em suas “ambições nucleares” – em termos que leigos entendam: os políticos norte-americanos ‘exigem’ que o Irã pare de fazer o que o Irã já declarou incontáveis vezes que não está fazendo. Se o Irã não parar de fazer o que não está fazendo (i.e. fabricando bombas atômicas etc.), haverá consequências, incluído aí um cenário de Apocalipse, que interessa muito, é claro, a Israel.
Do senador dos EUA Joseph “Bombardeiem o Irã” Lieberman: “Considero profundamente importante que a liderança iraniana fanática entenda que falamos muito sério sobre o programa de bombas atômicas deles, e se dizemos que não aceitamos que o Irã se torne nuclear, não aceitamos e não aceitaremos – e podemos e faremos qualquer coisa para impedir que o Irã se torne nuclear. Depois virão as sanções, sanções violentas, sanções econômicas. Francamente, é a última chance que damos ao Irã de pouparem o mundo inteiro, inclusive os EUA, de terem de tomar uma dura decisão entre permitir um Irã nuclear e usar nosso poder militar para impedir que continuem nucleares.”
Do senador dos EUA Evan Bayh: “Temos de considerar a opção final, o uso da força para impedir o Irã de construir uma arma nuclear.”
De Leon Panetta, diretor da CIA: “Acho que as sanções terão algum impacto (…) Mas afastarão o Irã de suas ambições de alcançar capacidade nuclear? Provavelmente, não.”
Na reunião do G8, em julho, o presidente Obama declarou que o Irã teria prazo até setembro para aceitar as propostas internacionais que visam a impedir que a República Islâmica desenvolva armas nucleares. Setembro é o prazo final.
Os EUA não agirão sozinhos em guerra contra o Irã, nem nada leva a crer que os EUA declararão guerra ao Irã. Israel, que já provou sobejamente apoio integral ao terrorismo imperialista terá a tarefa de acender o pavio. Afinal de contas, quem impedirá a entidade sionista ilegal de fazer no Irã o que já fez no Líbano e em Gaza e faz em cada precioso palmo da terra palestina ocupada?
O Irã já se manifestou claramente, sem meias palavras, como tantas outras vezes. O embaixador do Irã à ONU, Mohammad Khazai, já disse que “se o regime sionista cometer qualquer agressão em território do Irã, incendiaremos todo o front dessa guerra que eles inventaram, e Telavive arderá.”
Setembro está perto e logo saberemos se Israel e EUA cumprirão, ou não, suas muitas ameaças. Todas as guerras provocadas por Israel ao longo de sua história de perversidades foram guerra de agressão ditas ‘preventivas’. O tempo dirá se tentarão acrescentar o Irã, como mais uma marca em pistola de matador. Se tentarem, saberão: foi a última vez.
[1] Sobre o acidente e esses exercícios militares, ver Robert Fisk, 2/8/2010, The Independent, em português “Israel já se meteu pela União Europeia adentro… e ninguém viu!”, no Blog O outro lado da notícia (em http://www.vermelho.org.br/blogs/outroladodanoticia/?p=44375).
domingo, 4 de julho de 2010
se fosse minha casa
comédia ? drama ? tragédia ?
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O Irã que eu conheci
Depois de ter morado no Irã, minha maneira de ver o mundo mudou bastante. Não acredito em mais nada do que diz a grande mídia.
Quando soube que ia morar em Teerã senti um certo medo, mas aceitei o desafio. Comecei uma busca voraz por informações sobre o país, a cidade, a história, o povo. Depois de tudo que li, decidi que viveria em casa, reclusa, lendo, escrevendo, fazendo crochet, inventando moda...
Parti de Londres pronta para o sacrifício. Teria que conviver com os xiitas radicais, terroristas cruéis, apedrejadores de mulheres, exterminadores de homossexuais, homens-bomba, mulheres oprimidas, cobertas com véus...
Eu estava submetida às leis locais e me seria vedado mostrar cabelos, pernas e braços. Ficar em casa era o que mais me atraia. Vestir um chador para sair me parecia um pouco demais. A caminho de Teerã eu depositava o sucesso da minha estadia nos jardins da casa onde fui morar. Ter aquele espaço me bastaria.
Logo ao sair do aeroporto comecei a ter uma imagem diferente de tudo aquilo que eu tinha lido. Tudo tão bonito, belas estradas, muita luz, viadutos com mosaicos, jardins bem cuidados, gente vendendo flores nos sinais, um engarrafamento sem buzinas, pedestres poderosos cruzando entre os carros, rapaziada de cabelo espetado, mocinhos com camisetas apertadinhas, moças lindas, super produzidas e também muitas mulheres de chador. Parques cheios de gente. Muita criança. Muito pic nic.
Deixei o jardim de casa e fui conhecer Teerã.
A imprensa e os meios de comunicação do ocidente me deixavam confusa. O que eu lia e ouvia não correspondi ao que eu vivia e via.
Encontro um povo é acolhedor, educado, culto, simpático, que gosta de fazer amigos, que abre as portas de casa para os estrangeiros, gosta de música, de dança, de declamar poesia... Não encontrei os problemas de abastecimento que me informaram haveria. Comprava-se de tudo, inclusive uísque e vodka. Bastava um telefonema.
Os temíveis homens-bomba nunca passaram por lá. Ninguém se explodia. Foi horrível constatar que enforcamentos aconteciam de vez em quando. Apedrejamento de mulher adúltera já não acontecia há 14 anos.
Fiquei amiga de muitos gays, fiz e fui a festas espetaculares, tomei vinho feito em casa, viajei sem escoltas pelo país, visitei amigos em suas casas de campo, de praia, de montanha...
Apaixonei-me pela culinária refinadíssima, morro de saudades das nozes, pistaches, castanhas, avelãs, frutas secas. Não me esqueço dos pães, do iogurte, do suco de romã puro ou com vodka...
Conheci a Pérsia profunda: lagos salgados, desertos salgados, as antigas capitais, segui a "rota da seda", dormi em caravanserais... Sempre assessorada por amigos locais.
Não conheci um iraniano, de nenhuma classe social, que fosse favorável ao regime teocrático instalado no país. Só uma coisa aproxima o povo do governo: o direito à tecnologia nuclear.
O povo iraniano não começa uma guerra há mais de 200 anos. Eles não são belicosos. São diferentes de seus vizinhos. A instabilidade no Oriente Médio não é causada pelo Irã. Apesar da força que a imprensa, os governos, as corporações fazem para denegrir a imagem do Irã, eu confesso que o Irã que eu conheci não é o que é descrito pela mídia ocidental.
A negociação, o respeito, a falta de arrogância, as informações corretas são as armas para defender a estabilidade no mundo. Pena que muitos interesses financeiros estejam acima dos sonhos de bem-estar e paz.
A escritora Sonia Bonzi é uma das mais antigas colaboradoras da NovaE, escrevendo do Irã e de vários países do mundo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
evolution
What better subject for the cartoonist than the story of how life came into being on this planet? Darwin himself would get a chuckle from the way Michael Mills describes the process in this animation film. It's all here, but funnier, more indelible than any learned treatise could render, right from the time when single-celled amoebae romped about the ocean depths, until the first amphibious creatures crawled onto land, eventually to become the progenitors of homo sapiens. Film without words.
terça-feira, 13 de abril de 2010
um invento revolucionário
sexta-feira, 9 de abril de 2010
79º Fórum do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz
parceria UNESCO – Palas Athena
MITOS, RITOS E SÍMBOLOS EM BUSCA DE SIGNIFICADO
- ALICERÇANDO A PAZ -
a cargo de Robert Walter
Nos parágrafos finais do livro Mitologia Criativa de Joseph Campbell, o quarto e ultimo volume de sua série As Máscaras de Deus, ele nos oferece a seguinte avaliação do mundo moderno: “Agora não há mais nada que perdure. Os mitos conhecidos não conseguem persistir. Hoje não há horizontes, nem zona mitogenética”.
E não nos foram dadas respostas. Ao invés disso, temos um legado feito de uma coleção errática de estórias de segunda-mão, algumas mais vibrantes e poderosas, mais contagiantes ou divertidas do que as outras: os mitos. Mas cada estória expressa, para uma pessoa, a verdade – e para outra, uma fantasia desvairada.
Neste fórum veremos porque as mitologias dominantes que organizaram e guiaram as civilizações por milênios estão hoje mortas ou definhando – por vezes levando a dissonâncias cognitivas, não raro fermentando discórdia cultural, e em geral chegando até a contribuir para um mal estar generalizado.
Vendo-nos desprovidos de uma mitologia comum viável, exploraremos a relevância ou irrelevância da própria mitologia num mundo abarrotado de “alimento” processado industrialmente e embrulhado em plástico, mas onde, paradoxalmente, o grito da violência permeia a vida cotidiana.
Refletiremos então sobre nossa necessidade de mitologias que encontrem ressonância com a sociedade global cada vez mais interdependente, e sobre o por quê de cada pessoa precisar uma identidade mítica para sobreviver e se dar bem em tempos de mudanças rápidas. Pensaremos também sobre como transcender a violência primeva, co-criando uma nova mitologia para alicerçar a paz.
Campbell oferece ainda uma outra pista quando dá seguimento aos comentários acima dizendo: “Ou melhor, a zona mitogenética é o coração humano. O individualismo e o pluralismo espontâneos são, no mundo moderno, as únicas possibilidades honestas: cada qual o centro criativo de autoridade para si mesmo”. Como Campbell disse alhures: “Os mitos de amanhã estão na psique dos artistas de hoje”.
ROBERT WALTER - Atualmente diretor executivo da Joseph Campbell Foundation, onde iniciou seu trabalho com mitos junto ao próprio Campbell, em 1979, quando ainda era produtor, diretor e escritor teatral na Broadway, e produtor da Royal Shakespeare Company. Seu trabalho com interpretações mitológicas oferece a oportunidade de compreender com clareza os anseios e medos de nossa sociedade contemporânea.
ENTRADA FRANCA
13 de abril de 2010 ▪ terça-feira ▪ 19 horas
Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista, 1578 - São Paulo/SP - (Estação Trianon-Masp do Metrô)
Informações: Palas Athena (11) 3266-6188
Realização: Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz
www.comitepaz.org.br - www.palasathena.org.br
Palas Athena
Rua Leôncio de Carvalho, 99 - Paraíso
Tel (11) 3266 6188
quinta-feira, 8 de abril de 2010
7ª Semana Martin Luther King
Abertura: Vídeo-diálogo do documentário
Uma Força Mais Poderosa - um século de conflitos não violentos
com Dr. Luiz Henrique Souza Góes
10 de abril - sábado 14h30 a 16h30
Local: Palas Athena - Rua Leôncio de Carvalho, 99 - Paraíso
Entrada Franca
Acredito que em determinados momentos para se tocar as pessoas não adiantam só palavras, temos que dramatizá-las...Disse Martin Luther King em um programa de televisão durante o conflito racista de Nashville, em 1960, nos Estados Unidos.
O propósito deste encontro é: como disseminar as idéias de Martin Luther King sem ser pelo simples discurso? Como dramatizá-las? Com base no vídeo-diálogo, uma técnica educacional e pedagógica de geração de compreensão e conhecimento na qual se aliam imagem e reflexão a partir dos comentários pontuais do facilitador. Para celebrar a 7ª Semana Martin Luther King, o Dr. Luiz Henrique Goés apresentará o vídeo-diálogo do documentário Uma Força Mais Poderosa - um século de conflitos não violentos como alternativa para tratar dos temas não-violência, ética, tolerância e responsabilidade partilhada.
Inscrições
Para participar da abertura da 7° Semana Martin Luther King os interessados devem confirmar sua presença pelo e-mail flaviafaria@palasathena.org.br ou através do telefone (11) 3266-6188.
Promova atividades para a 7° Semana Martin Luther King
A Semana Martin Luther King é um espaço para refletir sobre as consequências negativas da intolerância, discriminação, segregação, racismo e todos os comportamentos que, ao longo da história, legitimaram a exclusão. Esses danos não atingem apenas as vítimas, mas também os agressores e as comunidades onde se encontram. É também a ocasião para celebrar os saudáveis avanços conquistados nas últimas décadas, quando se criaram metodologias para expressar indignação e promover reparação e dignidade. Na base desses avanços está, sem dúvida, o alicerce oferecido pela difusão dos Direitos Humanos.
Com tal propósito, convidamos você, organizações, escolas e comunidades do Brasil todo para criar, ao longo do mês de abril de 2010, seus próprios espaços de promoção do convívio e da cidadania, alinhados com os princípios e valores que inspiraram a ação não violenta e os sonhos do líder da conquista pelos direitos civis de pessoas e povos oprimidos.
Como?
Com ações e iniciativas pautadas na cooperação, simplicidade, diálogo e convivência.
Segue abaixo algumas sugestões de atividades e em anexo - como subsídio conceitual dos princípios orientadores desta realização - textos, frases e breve histórico de Martin Luther King. Outros materiais estão disponíveis no site da Palas Athena - www.palasathena.org.br.
Contamos com sua co-inspiração e criatividade!
Solicitamos às organizações, escolas, centros, empresas e movimentos sociais que quiserem aderir à realização da 7° Semana Martin Luther King que enviem a programação de suas atividades para o e-mail flaviafaria@palasathena.org.br
SUGESTÃO DE ATIVIDADES
Video-diálogo
Utilizar esse importante recurso para promover debates e sensibilizar através de imagens. Para a Semana Martin Luther King o segundo episódio do documentário Uma Força Mais Poderosa - um século de conflitos não violentos é uma excelente ferramenta para fazer uma análise rica e bem documentada sobre os planos e estratégias de movimentos não violentos que acabaram com a segregação na cidade de Nashville (Estados Unidos). O documentário é composto por 6 episódios, foi dirigido por Steve York inspirado no livro Strategic Nonviolent Conflict escrito em 1994 por Peter Ackerman e Christofer Kruegler.
Diálogos
Pautados no pensamento de Martin Luther King, visam promover reflexão sobre seu legado, as múltiplas articulações que adquiriu com as contribuições de seus seguidores e a capacidade mobilizadora que ainda tem para desvendar intolerâncias, discriminações, exclusões, que se incorporaram em nossa mente e atitudes, inviabilizando o reconhecimento de uma origem e destino comum na trajetória humana.
Esse pensar revela nossa intolerância e por outro lado nos capacita a dar conta disso. Não há como fazer frente ao racismo sem essas habilidades. Para essa atividade podem ser utilizados o episódio 2 em vídeo de Uma Força Mais Poderosa - um século de conflitos não violentos, frases de Martin Luther King extraídas do texto A Casa Mundial, e trechos de seu mais famoso discurso, Eu Tenho Um Sonho.
Espaço de expressão
O cálice da paz
Preenche-se o cálice da paz com as "cores" mais variadas de nossos votos, pensamentos, sentimentos e reflexões. Cada pessoa consagra o melhor de si a esse cálice, representando com arte aquilo que quer deixar no altar da vida. O cálice é um símbolo - um elemento artístico, de qualquer natureza - que possa receber frases, desenhos, votos e reflexões nutridas pela convivência em torno do legado de Martin Luther King e aquilo que ele organiza e desperta em nós, para ser depois compartilhado por todos os participantes desse espaço expressivo e "nutritivo".
Trabalhando o símbolo
O símbolo da Cultura de Paz é as mãos entrelaçadas, que representam a troca e o entendimento. Podem ser vistas também como continentes que se abraçam, ou a fusão de pessoas, grupos, vilarejos, a união de norte e sul, a integração das várias culturas, que "se dão as mãos" no mais universal de todos os gestos de paz. Em azulejo ou papel pintamos com suas cores essa figura, compondo uma pausa estética e inspiradora. O símbolo e suas cores encontram-se no site www.comitepaz.org.br
Símbolos africanos
A herança artística da África revela em símbolos gráficos valores civilizatórios de respeito à vida, diálogo, cooperação, acolhimento, interdependência, solidariedade e parceria. Jogos, oficinas, dinâmicas e outras artes e atividades podem utilizá-los para as mais variadas criações.
Caminhada silenciosa
Caminhadas evocando a Marcha sobre Washington liderada por Martin Luther King, que em 1963 colocou mais de 200 mil pessoas nas ruas - ocasião em que proferiu seu mais impactante discurso Eu Tenho Um Sonho. O mundo nunca mais foi o mesmo - o sonho da igualdade despertou sonhadores em todas as partes: África, Índia, Europa e Américas. É importante continuar a alimentar esse sonho até se tornar absoluta realidade.
Plantio de árvores e serviços comunitários
É tradição realizar serviços comunitários para homenagear Martin Luther King. A organização de um plantio de árvores em grupos de voluntários é uma prática usual em algumas partes do mundo para cultivar os valores do líder e pacifista.
Palas Athena
Rua Leôncio de Carvalho, 99 - Paraíso - Tel (11) 3266 6188




