sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quem decide o que comemos?


Adital - 21.01.10 - MUNDO

Esther Vivas *

Tradução: ADITAL


Atualmente, a crescente mercantilização da agricultura é uma realidade inegável. A privatização dos recursos naturais, as políticas de ajuste estrutural, os processos de "descamponização" e de industrialização dos modelos produtivos e dos mecanismos de transformação e distribuição de alimentos nos conduziram à atual situação de crise alimentar.


Nesse contexto, quem decide o que comemos? A resposta é clara: um punhado de multinacionais da indústria agroalimentar, com o beneplácito de governos e de instituições internacionais, acabam impondo seus interesses privados acima das necessidades coletivas. Diante dessa situação, nossa segurança alimentar está gravemente ameaçada.


A suposta "preocupação" por parte de governos e instituições, como o G-8, G-20, Organização Mundial do Comércio (OMC) etc. frente ao aumento do preço dos alimentos básicos e de seu impacto nas populações mais desfavorecidas demonstradas no transcurso do ano de 2008 em cúpulas internacionais, só denotaram sua profunda hipocrisia. O atual modelo agrícola e alimentar gera-lhes grandes benefícios econômicos, sendo utilizado como instrumento imperialista de controle político, econômico e social em relação aos países do Sul global.


Como o movimento internacional Via Campesina assinalava, no final da última reunião da FAO, em Roma, a medianos de novembro: "A ausência dos chefes de Estado dos países do G-8 foi uma das principais causas do fracasso total dessa cúpula. Não foram tomadas medidas concretas para erradicar a fome, deter a especulação sobre os alimentos ou frear a expansão dos agrocombustíveis". Da mesma forma, apostas como o Paternariado Global para a Agricultura e Segurança Alimentar e o Fundo Fiduciário para a Segurança Alimentar do Banco Mundial, que contam com o apoio explícito do G-8 e do G-20, apontam nessa direção, deixando nossa alimentação, mais uma vez, em mãos do mercado.


De toda forma, a reforma do Comitê de Segurança Alimentar (CSA) da FAO é, segundo a Via Campesina, um passo adiante na direção de "democratizar" as decisões em torno à agricultura e à alimentação: "pelo menos esse espaço respeita a regra básica da democracia; isto é, o princípio de ‘um país, um voto’, e outorga um novo espaço à sociedade civil". Porém, ainda estamos por ver a capacidade de incidência real do CSA.


Monopólios


A cadeia agroalimentar está submetida, em todo seu percurso, a uma alta concentração empresarial. Se começamos pelo primeiro trecho, as sementes, observamos como dez das maiores companhias (Monsanto, Dupont, Syngenta, Bayer...) controlam, segundo dados do grupo ETC, a metade de suas vendas. As leis de propriedade intelectual, que dão às companhias direitos exclusivos sobre as sementes, estimularam ainda mais a concentração empresarial do setor e desgastaram na base o direito camponês à manutenção das sementes nativas e da biodiversidade.


A indústria das sementes está intimamente ligada a dos pesticidas. As maiores companhias de sementes dominam também esse outro setor e, frequentemente, o desenvolvimento e a comercialização desses produtos são realizados juntos. Porém, na indústria dos pesticidas, o monopólio é maior e as dez maiores empresas controlam 84% do mercado global. Essa mesma dinâmica se observa no setor da distribuição de alimentos e no de processamento de bebida e comida. Trata-se de uma estratégia que está em crescimento.


A grande distribuição, da mesma forma que outros setores, conta com uma alta concentração empresarial. Na Europa, entre 1987 e 2005, a quota de mercado das dez maiores multinacionais da distribuição significava 45% do total e se prognosticava que poderia alcançar os 75% nos próximos 10-15 anos. Em países como a Suécia, três cadeias de supermercados controlam AL redor de 95,1% da quota de mercado; e em países como a Dinamarca, a Bélgica, a Espanha, a França, a Holanda, a Grã Bretanha e a Argentina, umas poucas empresas dominam entre 60% e 45% do total. As megafusões são a dinâmica habitual. Esse monopólio e concentração permitem um forte controle na hora de determinar o que consumimos, a que preço, de quem procede, como foi elaborado.

Negociar com a fome


Em plena crise alimentar, as principais multinacionais da indústria agroalimentar anunciavam cifras recorde de lucros. Monsanto e Dupont, as principais companhias de sementes, declaravam um crescimento de seus lucros de 44% e de 19%, respectivamente, em 2007, em relação ao ano anterior. Na mesma direção apontavam os dados das empresas de fertilizantes: Potash Corp, Yara e Sinochem, que viram subir seus lucros em 72%, 44% e 95%, respectivamente, entre 2007 e 2006. As processadoras de alimentos, como a Nestlé, assinalavam também um aumento de seus lucros; bem como supermercados (Tesco, Carrefour e Wal-Mart). Enquanto milhões de pessoas no mundo não tinham acesso aos alimentos.


[Autora de "Del campo al plato" (Icaria editorial, 2009)].


* Militante de Izquierda Anticapitalista. Miembro de la Red de Consumo Solidario y de la Campaña ‘No te comas el mundo’.Miembro de Revolta Global-Esquerra Anticapitalista y del Centro de Estudios sobre Movimientos Sociales (CEMS) de la UPF.


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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Itália lembra 90º aniversário de Fellini


De Agencia EFE – 20.01.2010


Roma, 20 jan (EFE).- A Itália lembra nesta quarta-feira o cineasta Federico Fellini (1920-1993), diretor de clássicos como "Oito e Meio" (1963) e "Amarcord" (1973), que faria 90 anos nesta quarta-feira.


Nascido na pequena cidade de Rimini em 20 de janeiro de 1920, Fellini tentou a sorte como desenhista, jornalista e roteirista antes de se dedicar à direção.


Seu encontro com o cineasta Roberto Rossellini foi crucial para sua entrada no movimento neorrealista como auxiliar de direção em uma das obras-primas do cinema italiano, "Roma, Cidade Aberta" (1945), e depois em "Paisà" (1946).


Já como diretor, Fellini rodou "Os Boas-vidas" (1953), ambientado em sua cidade natal, e venceu o Leão de Prata do Festival de Veneza. Em 1954, conseguiria o reconhecimento internacional com "A Estrada da Vida", que recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1956.


Com "A Doce Vida" (1960), abandonou o neorrealismo para entrar de cabeça no simbolismo e esquecer a estrutura narrativa utilizada até então.

Foi em "A Doce Vida" que começou a parceria entre Fellini e o ator Marcello Mastroianni, a qual se repetiria em produções como "Oito e Meio" e "Ginger e Fred" (1986), entre outras.


Em "Oito e Meio", Mastroianni faz o papel de um diretor de cinema travado diante da câmera por meio de uma narrativa cuja linha entre o real e a fantasia é tênue.


Com "Amarcord", Fellini disseca e caricatura os personagens do povo com um vivo sentido do humor.


O diretor italiano foi agraciado em 1987 com o Prêmio do 40º Aniversário do Festival de Cinema de Cannes por seu filme "Entrevista", no qual revê sua vida cinematográfica.


Fellini morreu em 31 de outubro de 1993. Seu corpo foi velado no estudo 5 da Cinecittà, onde rodou "A Doce Vida" e no qual preparava seu trabalho "Anotações de um Diretor: o Ator".


Com a morte de Fellini, teve fim toda uma era do cinema italiano na qual o cineasta foi um dos protagonistas junto com Roberto Rossellini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti.



fonte :

Federico Fellini


da Wikipedia

Federico Fellini (Rimini, 20 de janeiro de 1920 — Roma, 31 de outubro de 1993) foi um dos mais importantes cineastas italianos. Fellini ficou eternizado pela poesia de seus filmes, que mesmo quando faziam sérias críticas à sociedade, não deixavam a magia do cinema desaparecer. Trabalhou suas trilhas sonoras, na grande maioria das vezes com o grande compositor Nino Rota.

Vida

Federico Fellini, Cavaleiro da Grande Cruz (título de honra concedido pelo Governo Italiano), nascido em 20 de Janeiro de 1920 e falecido em 31 de Outubro de 1993. Conhecido pelo estilo peculiar que funde fantasia e imagens barrocas, ele é considerado uma das maiores influências e um dos mais admirados diretores do século XX.

Em agosto de 1918, sua mãe, Ida Barbiani (1896-1984) se casa com um vendedor viajante chamado Urbano Fellini (1894-1956) em cerimônia civil (com a cerimônia religiosa no mês de janeiro seguinte). Federico Fellini era o mais velho de três filhos (depois vieram Riccardo e Maria Maddalena). Urbano Fellini era nativo de Gambettola, onde, por muito tempo, Federico costumou passar as férias na casa dos avós.

Nascido e criado em Rimini, as experiências de sua infância vieram a ter uma parte vital em muitos de seus filmes, em particular em "Os Boas Vidas", de 1953; "8½" (1963) e "Amarcord" (1973). Porém, é errado pensar que todos os seus filmes contêm autobiografias e fantasias implícitas. Amigos próximos, como os roteiristas de TV Tulio Pinelli e Bernardino Zapponi, o cinematógrafo Giuseppe Rotunno e o designer de cenário Dante Ferretti, afirmam que Fellini convidava suas próprias memórias pelo simples prazer de narrá-las em seus filmes.

Durante o regime fascista de Mussolini, Fellini e seu irmão Riccardo fizeram parte de um grupo fascista que era obrigatório para todos os rapazes da Itália: o "Avanguardista". Ao se mudar para Roma em 1939, ele conseguiu um trabalho bem remunerado escrevendo artigos em um programa semanal satírico muito popular na época – o Marc’Aurelio. Foi nesse período em que entrevistou o renomado ator Aldo Fabrizi, dando início a uma amizade que se estendeu para a colaboração profissional e um trabalho em rádio. Em uma época de alistamento compulsório desde 1939, Fellini sem dúvida conseguiu evitar ser convocado usando de artifícios e truques de grande perspicácia. O biógrafo Tulio Kezich comenta que, apesar da época feliz do Marc’Aurelio, a felicidade mascarava uma época imoral de apatia política. Muitos que viveram os últimos anos sob o regime de ditadura de Mussolini, vivenciaram entre uma esquizofrênica imposição à lealdade ao regime fascista e uma liberdade pura no humor.

Fellini conheceu sua esposa Giulietta Masina em 1942, casando-se no ano seguinte em 30 de outubro. Assim começa uma grande parceria criativa no mundo do cinema. Em 22 de março de 1945, Giulietta caiu da escada e teve complicações em sua gravidez, resultando em um parto prematuro e complicado de um menino que ganhou o nome de Pierfederico ou Federichino (Federiquinho), mas que faleceu com um mês e dois dias de vida. Tragédias familiares os afetaram profundamente, como é percebido na concepção de "A Estrada da Vida" de 1954.

O italiano foi também um cartunista talentoso. Produziu desenhos satíricos a lápis, aquarela, canetas hidrocor que percorreram a América do Norte e Europa, e hoje são de grande valia a colecionadores (muitos de seus rascunhos foram inspirados durante a produção dos filmes, estimulando idéias de decoração, vestimentas, projeto do set de filmagens, etc.). Com a queda do fascismo em 25 de julho de 1943 e a libertação de Roma pelas tropas aliadas em 4 de Junho de 1944, num verão eufórico, Fellini e seu amigo De Seta inauguraram o Shopping das Caretas, desenhando caricaturas dos soldados aliados por dinheiro. Foi quando Roberto Rossellini tomou conhecimento do projeto intitulado "Roma, Cidade Aberta" (1945) de Fellini e foi ao seu encontro. Ele queria ser apresentado a Aldo Fabrizi e colaborar com o script juntamente com Suso Cecchi D'Amato, Piero Tellini e Alberto Lattuada. Fellini aceitou. Em 1948, Fellini atuou no filme de Roberto Rossellini "Il Miracolo", com Anna Magnani. Para atuar no papel de um vigarista que é confundido com um santo. Fellini teve seu cabelo tingido de loiro.

Fellini também escreveu textos para shows de rádio e textos para filmes (mais notavelmente para Rossellini, Pietro Germi, Eduardo De Filippo e Mario Monicelli) também escreveu inúmeras anedotas muitas vezes sem crédito, para conhecidos comediantes como Aldo Fabrizi. Uma fotonovela de Fellini chamada "Uma Viagem para Tulum" foi publicada na revista Crisis, com arte de Milo Manara, e publicada como gibi pela Catalan Communications, no mesmo ano.

Nos anos de 1991 e 1992 trabalhou junto com o diretor canadense Damian Pettigrew para ter o que ficou conhecida como "a mais longa e detalhada conversa jamais vista sobre filmes", que depois serviu de base para um documentário e um livro lançados anos mais tarde: "Fellini: Eu sou um grande Mentiroso". Tullio Kezich, crítico de filme e biógrafo de Fellini descreveu esses trabalhos como sendo "O Testamento Espiritual do Maestro".

Em 1993, recebeu um Oscar de Honra em reconhecimento de suas obras que chocaram e divertiram audiências mundo afora. No mesmo ano ele morreu de ataque cardíaco em Roma, aos 73 anos (um dia depois de completar 50 anos de casado). Sua esposa, Giulietta, morreu seis meses depois de câncer de pulmão em 23 de março de 1994. Giulietta, Fellini e Pierfederico estão enterrados no mesmo túmulo de bronze esculpido por Aldo Pomodoro. Em formato de barco, o túmulo está localizado na entrada do cemitério de Rimini – sua cidade natal.

O aeroporto da cidade de Rimini também recebeu seu nome.


Carreira cinematográfica

"Mulheres e Luzes" ("Luci del varietà"), de 1950, foi o primeiro filme de Fellini co-dirigido pelo experiente diretor Alberto Lattuada. Uma comédia charmosa sobre uma turma de saltimbancos itinerantes. O filme foi um estimulante para Fellini, na época com 30 anos, mas sua fraca distribuição e críticas fracas tornaram do filme um motivo de preocupação e um desastre que levou a produtora à falência, deixando Fellini e Lattuada com dívidas que se estenderam por uma década.

O primeiro filme que Fellini dirigiu sozinho foi "Abismo de um sonho" ("Lo sceicco bianco", 1952). Estrelado por Alberto Sordi. O filme é uma releitura de uma fotonovela - comuns na Itália daquela época - de Michelangelo Antonioni feita em 1949. O produtor Carlo Parlo Ponti pagou a Fellini e Tullio Pinelli para desenvolver a trama, mas achou o material muito perplexo. Assim, o filme foi passado para Alberto Lattuada, que também recusou. Fellini então resolveu pegar o desafio e dirigiu o filme sozinho.

Ennio Flaiano (que também co-escreveu "Mulheres e Luzes") trabalhava um novo texto com Fellini e Pinelli. Juntos moldaram um conto de um casal recém-casado cujas aparências de respeito são devastadas por fantasias da esposa inexperiente (papel muito bem retratado por Brunella Bovo). Pela primeira vez, Fellini e o roteirista Nilo Rota trabalharam juntos em uma produção de um filme. Eles se encontraram em Roma no ano de 1945 e a parceria durou com sucesso até a morte de Rota durante o making of do filme "Cidade das Mulheres" em 1980. Essa relação artística foi memoravelmente descrita como mágica, empática e irracional.

Em 1961, Fellini descobriu através de um psicanalista os livros de Carl Jung. As teorias de Jung de anima e animus, o papel dos arquétipos e do coletivo inconsciente foram vigorosamente explorados no filme "8½", "Julieta dos Espíritos", "Satyricon", "Casanova" e "Cidade das Mulheres".

O reconhecido e aclamado Fellini ganhou quatro Óscares na categoria de melhor filme estrangeiro (vide filmografia), uma Palma de Ouro no Festival de Cannes com o filme "A Doce Vida", considerado um dos filmes mais importantes do cinema e dos anos 1960. Foi neste filme que surgiu o termo "Paparazzo", que era um fotógrafo amigo de Marcello Rubini, interpretado por Marcello Mastroianni.

Os filmes de Fellini renderam muitos prêmios, dentre eles: quatro Oscars, dois Leões de Prata, uma Palma de Ouro, o prêmio do Festival Internacional de Filmes de Moscou e, em 1990, o prestigiado Prêmio Imperial concedido pela Associação de Arte do Japão, que é considerado como um Prêmio Nobel. Este, cobre cinco disciplinas: pintura, escultura, arquitetura, música e teatro/filme. Com este prêmio, Fellini juntou-se a nomes como Akira Kurosawa, David Hockney, Balthus, Pina Bausch, e Maurice Béjart.


Legado

Com uma combinação única de memória, sonhos, fantasia e desejo, os filmes de Fellini têm uma profunda visão pessoal da sociedade, não raramente colocando as pessoas em situações bizarras. Existe um termo "Felliniesco" que é empregado para descrever qualquer cena que tenha imagens alucinógenas que invadam uma situação comum.

Grandes cineastas contemporâneos como Woody Allen, David Lynch, Girish Kasaravalli, David Cronenberg, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Tim Burton, Pedro Almodóvar, Terry Gilliam e Emir Kusturica já disseram ter grandes influências de Fellini em seus trabalhos. Woody Allen, em particular, já usou o imaginário e temas de Fellini em vários de seus filmes: "Memórias" evoca "8½", e "A Era do Rádio" é remanescente de "Amarcord", enquanto "Broadway Danny Rose" e "A Rosa Púrpura do Cairo" inspirados em "Mulheres e Luzes" e "Abismo de um Sonho" respectivamente. O cineasta polonês Wojciech Has, autor dos filmes "O manuscrito encontrado em Saragoça" (1965) e "Sanatorium Pod Klepsydrą" (The Hour-Glass Sanatorium - 1973), são notáveis exemplos de fantasia modernista e foi comparado à Fellini pela "Luxúria pura de suas imagens".

O cantor escocês de rock progressivo Fish lançou em 2001 um álbum de nome Fellini Days, com letras e músicas totalmente inspiradas nos filmes de Fellini.

O trabalho de Fellini inspirou fortemente musicalmente e visualmente a banda "B-52’s". Eles citaram que o estilo de cabelos bufantes e de roupas futuristas e retrô vem de filmes como "8½", por exemplo. A inspiração em Fellini vem também no último álbum da banda, intitulado "Funplex", (2008) com uma música que leva o nome de um de seus filmes "Juliet of the Spirits", ou, "Julieta dos Espíritos" ("Giulietta Degli Spiriti, 1965)".


fonte :

sábado, 26 de dezembro de 2009

tsunami : 5 anos


Uma lembrança triste … Hoje completa 5 anos do Tsunami que arrasou diversos países banhados pelo Oceano Índico e levou cerca de 220 mil almas.


BBC Brasil :

 


um cinegrafista amador :

 


outros videos : Sri Lanka Tsunami 1



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Intervozes - Levante sua voz : Pedro Ekman


este é na mesma linha do Ilha das Flores, usando inclusive algumas frases do outro

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

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Você deve dar crédito ao autor original.




sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

theremin


O teremim é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos. Inventado em 1919 pelo russo Lev Sergeivitch Termen (conhecido também pela forma francesa do nome: Léon Theremin), o teremim é único por não precisar de nenhum contato físico para produzir música e foi, de fato, o primeiro instrumento musical projetado para ser tocado sem precisar de contato, pois é executado movimentando-se as mãos no ar. Apresentado pelo próprio inventor em 1920, o instrumento opera através do princípio da produção de efeito heteródino em dois osciladores de frequência radiofônicos e consiste de caixa com duas antenas externas, uma que controla a altura, e outra, o volume, ao redor das quais o músico movimenta suas mãos para produzir som. O teremim também tem versões com teclado e com espelho, como o dos instrumentos de corda.


videos

Leon Theremin playing his own instrument



Theremin and Cello



SAMUEL HOFFMAN Theremin



My Funny Valentine on theremin



outros videos

Theremin Lesson One


Leon Theremin demonstrates his invention in 1927


Paul Lansky Lesson with Leon Theremin - 1991


Wii Theremin - How It Works


Make a Theremin


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ilha das flores









Rauni Kilde


O depoimento da ex-ministra da Saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde :



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

pássaros dançantes




o polvo




Adoniran Barbosa e Elis Regina


Encontro de Adoniran Barbosa e Elis Regina. Músicas: "Iracema", "Um samba no Bexiga" e "Saudosa Maloca".
Bar da Carmela
Bairro: Bexiga
Cidade: São Paulo
1978



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Elliott Carter 101 : 11.12.1908


Elliott Carter: A Conversation with Steven Stucky (1 of 4)
A film made for and premiered at the New York Philharmonic's "Day of Carter" on Saturday, December 13, 2008. The film features Elliott Carter in conversation with composer Steven Stucky.



Elliott Carter: A Conversation with Steven Stucky (2 of 4)



Elliott Carter: A Conversation with Steven Stucky (3 of 4)



Elliott Carter: A Conversation with Steven Stucky (4 of 4)



Elliott Carter 101 : 11.12.1908


Elliott Carter discusses 100th birthday celebrations at Southbank Centre
Elliott Carter discusses the 100th birthday celebration concert on 11 Decemeber at Southbank Centre, with Marshall Marcus. The concert features his solo piano piece Catenaires and his glittering piano concerto Diaolgues. As part of the Shell Classic International series, Pianist Pierre-Laurent Aimard and conductor Pierre Boulez pay tribute to Carter with one of the leaders in contemporary classical music, Ensemble Intercontemporain.



Elliott Carter 101 : 11.12.1908


Elliott Cook Carter, Jr. (Nova Iorque em 11 de dezembro, 1908) é um compositor americano. Desenvolveu um interesse pela música ainda adolescente e foi incentivado pelo compositor Charles Ives (que vendia o seguro para a sua família). Carter se formou em Inglês na Universidade de Harvard, e estudou música na Longy School of Music que fica próxima à Universidade. Foi aluno de Walter Piston e Gustav Holst. Fez mestrado em música em Harvard finalizado em 1932. Ele então foi para Paris para estudar com Nadia Boulanger (assim como muitos outros compositores americanos). Carter trabalhou com Mlle Boulanger 1932-35 e em 1935 ele recebeu um doutorado em Música (Mus D) da École Normale, em Paris.



Elliott Carter 101 : 11.12.1908


Changes - Elliot Carter
Gaku Yamada plays Changes by Elliot Carter in Recital titled 'In between Centurys' in Hiroshima




Elliott Carter 101 : 11.12.1908


Pierre-Laurent Aimard performs Elliott Carter
Pierre-Laurent Aimard performs the second of Elliott Carters Two Diversions. Extract from the DVD Not Just One Truth, available on Medici Arts. Video by kind permission of Jan Schmidt-Garre.



Elliott Carter 101 : 11.12.1908


Elliott Carter Oboe Concerto (Part 1) - Nicholas Daniel / David Robertson / BBC Symphony Orchestra
Nicholas Daniel performs Elliott Carter Oboe Concerto on 10th August 2008 at the BBC Proms with Conductor David Robertson and BBC Symphony Orchestra



Elliott Carter Oboe Concerto (Part 2)



Elliott Carter Oboe Concerto (Part 3)



Carter Oboe Concerto - Nicholas Daniel Interview
Interview with oboist Nicholas Daniel after his stunning performance of Elliot Carter's Oboe Concerto, BBC Proms in London, July 28, 2008.



Carter Oboe Concerto - Interview David Robertson
Interview with conductor David Robertson at the BBC Proms after performing Elliot Carter's Oboe Concerto with the BBC Symphony Orchestra, July 28, 2008.



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

noite escura de novembro


algumas fotos do blecaute de 10 XI 2009 no centro de São Paulo